quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

PREC: Cronologia do Ano de 1975 - XXVIII


8 de Outubro de 1975 – Greve do sector dos metalúrgicos com paralisação de 250.000 operários em apoio das suas reivindicações.

8 de Outubro de 1975 – Os trabalhadores da CUF decidem oferecer adubos às cooperativas agrícolas, em nome da solidariedade operária.

8 de Outubro de 1975 – Comunicado do Secretariado das Comissões Revolucionárias Autónomas de Moradores e Ocupantes (CRAMO), sobre a questão do julgamento de uma moradia ocupada na Avenida Almirante Reis, dizendo que o julgamento fora «transferido de uma secção do Tribunal Burguês para uma secção do Tribunal Popular – pois só o povo julga o povo».

8 de Outubro de 1975 – Comunicado da FUR, acerca da manifestação de apoio ao brigadeiro graduado Pires Veloso, dizendo que o PPD revelou a sua verdadeira «face fascista».

8 de Outubro de 1975 – José Freire Antunes, da Comissão de Imprensa do MRPP, confirma a expulsão de José Saldanha Sanches, director do jornal LUTA POPULAR, acusado de representar «os interesses da burguesia».

8 de Outubro de 1975 – Comunicado do PS para denunciar os «golpismos reaccionários de minorias pseudorevolucionárias» e reiterar o apoio ao brigadeiro graduado Pires Veloso.

8 de Outubro de 1975 – Manifestação do PS em Coimbra de apoio ao brigadeiro graduado Manuel Franco Charais, que apela ao «restabelecimento da disciplina do Exército».

8 de Outubro de 1975 – Plenário no RASP, com a presença de militares do RIVR (Vila Real), CICAP, Regimento de Transmissões do Porto (RTm), RIP, Regimento de Cavalaria do Porto (RCPO), Quartel-General da Região Militar do Norte (QGRMN), CR/RMN, RIVCR, Hospital Militar Regional do Porto (HMR 1), Comissão de Extinção da PIDE/DGS, RCPOE (Espinho), RPM, RIT e RIC.

8 de Outubro de 1975 – Manifestação do PPD, no Porto e Vila Nova de Gaia, organizada a pedido do major Mota Freitas, comandante da PSP, em apoio ao brigadeiro Pires Veloso e contra o RASP, «para os convencerem a deixar as instalações que tinham ocupado». O comando da Região Militar do Porto enviou uma força da Polícia Militar, comandada pelo capitão Pereira Coutinho, e a Companhia de Operações Especiais (Pelotão de Leixões), sob comando do capitão Ramos Rocha, para apoiar os manifestantes do PPD. Os violentos recontros e trocas de tiros de parte a parte, junto do RASP, prolongaram-se durante a noite e madrugada e causaram sete dezenas de feridos.

8 de Outubro de 1975 – Comunicado do PPD a exortar os oficiais, sargentos e soldados «do Norte aguerrido e exemplar» a manterem-se «firmes» no apoio ao brigadeiro Pires Veloso.

8 de Outubro de 1975 – O PCP (m-l) dá conta do resultado da visita de uma delegação do partido à China Popular, durante vinte dias.

8 de Outubro de 1975 – O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas suspende a “Campanha Nordeste” levada a cabo pela Comissão Dinamizadora Central da 5.ª Divisão.

8 de Outubro de 1975 – Luís Alves Catarino, deputado do MDP/CDE, intervém na discussão do artigo 26.º (Habitação).

9 de Outubro de 1975 – Prosseguem em Vila Nova de Gaia pela madrugada dentro os incidentes entre manifestantes do PPD, apoiados por forças da Polícia Militar e Companhia de Operações Especiais (Pelotão de Leixões), contra os ocupantes do RASP, com trocas de tiros e confrontos que causaram sete dezenas de feridos.

9 de Outubro de 1975 – Numa reunião de comissões de trabalhadores e de moradores e de outros órgãos de Poder Popular ficou decidido a formação de piquetes diários junto da Rádio Renascença, na Rua Capelo, em Lisboa, e a recolha de fundos para os trabalhadores da emissora.

9 de Outubro de 1975 – Fundação da União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP).

9 de Outubro de 1975 – Manifestação dos SUV em Coimbra, com a presença de comissões de moradores, de trabalhadores e soldados do RASP, RALIS, EPAM (Lisboa) e da Direcção dos Serviços de Material de Lisboa, juntando 40 000 manifestantes, dos quais 4.000 soldados fardados.

9 de Outubro de 1975 – Comício da ORPC (m-l) no Pavilhão dos Desportos de Lisboa, sob o lema “Unidade do Povo Contra a Ofensiva Fascista! A Classe Operária Vai Ter de Novo o Seu Partido!”.

9 de Outubro de 1975 – Nota de imprensa da ORPC (m-l) intitulada “Ergamos a Frente de Massas Contra o Fascismo!”, proclamando que «devemos estar vigilantes contra o desânimo», defendendo a Reforma Agrária, ocupações de terras, controlo operário, lutas populares pelos direitos dos soldados e do povo, contra o desemprego e a carestia de via, sendo «preciso erguer uma barreira de massas à ofensiva reaccionária».

9 de Outubro de 1975 – Manifestação popular de apoio à Polícia Militar, convocada por comissões de moradores e apoiada pelo MES.

9 de Outubro de 1975 – O PCP, embora denunciando a viragem à direita do VI Governo Provisório, propõe «um encontro com a participação das principais tendências do MFA, do PCP e de outros partidos revolucionários e do PS», para encontrar uma «saída para a crise».

9 de Outubro de 1975 – Confrontos no Terreiro do Paço (durante a madrugada) entre militantes da ORPC (m-l) e MRPP, durante os quais morreu afogado José Alexandrino de Sousa, dirigente do Comité Revolucionário dos Estudantes de Direito, dirigente da Federação de Estudantes Marxistas-Leninistas, director do jornal GUARDA VERMELHA e militante do MRPP.

9 de Outubro de 1975 – Militantes do MRPP saqueiam a sede da UDP em Caneças.

9 de Outubro de 1975 – Fernando Rosas passa a ser director do jornal LUTA POPULAR, órgão central do MRPP.

9 de Outubro de 1975 – Francisco de Sá Carneiro (PPD) considera «gravíssima» a situação política.

9 de Outubro de 1975 – Américo Duarte, deputado da UDP, solicita elementos explicativos respeitantes à situação político-militar na Região Militar do Norte e relativos à ocupação do Emissor Regional da Madeira levada a cabo pela FLAMA.

9 de Outubro de 1975 – José Carlos, deputado do PCP, denuncias as «forças de direita», como o PPD e o CDS, e «as organizações terroristas como o ELP e o MDLP» que visam «a liquidação das grandes conquistas do nosso povo» e «a repressão sobre os trabalhadores e as massas populares», no seguimento da «ofensiva reaccionária» e «actos de violência terrorista» contra as forças progressistas. Denuncia também a atitude do Governador Civil do Porto contra o Conselho Municipal do Porto.

9 de Outubro de 1975 – José Manuel Tengarrinha, deputado do MDP/CDE, que renunciou ao mandato de deputado invocando necessidades da sua actividade partidária, foi substituído por Levy Casimiro Baptista, do círculo de Lisboa.

9 de Outubro de 1975 – A Direcção da Liga dos Amigos da Rádio Renascença escreve ao presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, noticiando que dera início a uma campanha de recolha de fundos para desagravar os prejuízos e manifestando confiança na resolução do diferendo a favor da Igreja.

9 de Outubro de 1975 – Atentado contra sindicalista em Montoito, Alentejo.

9 de Outubro de 1975 – Atentados bombistas contra a sede do MDP/CDE e delegação do Ministério da Agricultura em Mirandela.

10 de Outubro de 1975 – Termina a greve dos trabalhadores do sector do mar da Companhia Nacional de Navegação, que durava a mais de 40 dias.

10 de Outubro de 1975 – Começa a ser distribuído o documento do Comité Central da ORPC (m-l), um folheto com 50 páginas intitulado “Por uma Ampla Frente Antifascista e Patriótica, Caminho para a República Popular”, que exprime as principais conclusões da organização e se faz o diagnóstico que «a Revolução está numa encruzilhada», na qual «só a unidade do Povo salvará a Revolução», sendo preciso derrotar «o desvio de direita» que surge na «nova linha» que a direcção da OCMLP tem vindo a defender no seio do movimento marxista-leninista.

10 de Outubro de 1975 – Comunicado da UDP, refutando acusações da morte de Alexandrino de Sousa, dizendo que «um lamentável acidente mortal, provocado por arruaceiros do MRPP, é transformado pelos órgãos de informação, com grandes parangonas, num sádico assassínio», enquanto «o Governo reaccionário» iliba «os fascistas do PPD dos ataques a tiro à população e aos soldados».

10 de Outubro de 1975 – Comunicado do Secretariado Provisório da FUR (Algarve) denunciando a campanha regional do PS que pedia a demissão de Manuel Ramires Fernandes, governador civil do distrito de Faro, e assim abrir caminho a saneamentos à esquerda e à destruição dos órgãos unitários de poder popular.

10 de Outubro de 1975 – Comício no Porto (à tarde) de apoio aos militares do RASP e do CICAP, convocada pelo Conselho Municipal do Porto e apoiada pela FUR, UDP e OCMLP.

10 de Outubro de 1975 – Plenário da unidade do Regimento de Transmissões do Porto aprova uma moção de apoio à luta do RASP e de um voto de censura ao brigadeiro graduado António Pires Veloso.

10 de Outubro de 1975 – Comunicado do comando da Região Militar do Norte sobre os incidentes do RASP e CICAP.

10 de Outubro de 1975 – Manifestação do PS, no Porto (à noite), de apoio ao VI Governo Provisório e ao brigadeiro graduado Pires Veloso, com discursos de Mário Soares e Manuel Alegre. Registaram-se graves incidentes que se prologaram até madrugada, com tentativa de assalto à sede da UDP, incêndio da sede da OCMLP e de O GRITO DO POVO e apedrejada a delegação do DIÁRIO DE NOTÍCIAS, causando cinquenta e sete feridos e um morto.

10 de Outubro de 1975 – Comunicado do PS intitulado “Sobre Incidentes em Manifestação do PPD e Agressão a Militantes do MRPP”.

10 de Outubro de 1975 – Realiza-se no cemitério da Ajuda o funeral de Alexandrino de Sousa, militante do MRPP. Arnaldo de Matos promete «responder taco a taco às provocações».

10 de Outubro de 1975 – Comício do PPD em Lisboa, onde Sá Carneiro afirma que «a hora que vivemos […] é a hora mais grave da nossa história».

10 de Outubro de 1975 – Comunicado do VI Governo Provisório (de madrugada), acerca do incidentes do RASP, onde soldados dispararam contra soldados e civis, dando conta que foi a primeira vez que «indivíduos armados de G-3 atiraram sobre soldados e civis». Aborda também a morte, «por afogamento», do militante do MRPP, motivos pelos quais é preciso restaurar «a autoridade do aparelho de Estado» e repor «a disciplina e a ordem».

10 de Outubro de 1975 – Jerónimo de Sousa, deputado do PCP, pronuncia-se sobre a luta dos trabalhadores metalúrgicos.

10 de Outubro de 1975 – A Associação de Comandos envia uma circular aos seus associados referindo «a imperiosa convocação de urgência de pessoal na disponibilidade com preparação militar cuidada», para serem reintegrados nas fileiras ao abrigo do decreto-lei n.º 577-A/75, de 8 de Outubro.

10 de Outubro de 1975 – Reunião conjunta do Conselho da Revolução e do Governo Provisório, onde o Presidente da República fez o relato da visita à Polónia e União Soviética. General Francisco da Costa Gomes revela que Brejnev não apoia uma mudança de regime para Portugal, tendo em conta a situação geográfica e o equilíbrio de forças na Europa.

10 de Outubro de 1975 – Atentado contra militante do PCP em Elvas.

10 de Outubro de 1975 – Atentado bombistas em Viana do Castelo contra alvos de esquerda.

11 de Outubro de 1975 – Prosseguem pela madrugada dentro os incidentes no Porto, com manifestantes e activistas do PS, MRPP, PCP (m-l), CDS e ELP contra as sedes da UDP e OCMLP, causando cinquenta e sete feridos e um morto.

11 de Outubro de 1975 – Eleições para o Sindicato dos Metalúrgicos de Lisboa, com vitória da lista afecta à Intersindical.

11 de Outubro de 1975 – Os SUV reafirma a sua intenção de «destruição do Exército burguês e a criação do braço-armado do Poder Popular dos trabalhadores: o Exército Popular Revolucionário».

11 de Outubro de 1975 – Comunicado da ORPC (m-l) atribuindo a responsabilidade da morte de Alexandrino de Sousa a uma militante do MRPP, que durante os confrontos, terá ordenado aos membros do partido de Arnaldo de Matos que nadassem «para bem longe dos neo-revisionistas», altura em que aquele se afogou.

11 de Outubro de 1975 – Nota de imprensa da Comissão Central da UDP intitulado “Começou o Ataque às Forças Revolucionárias! Há Que Esmagá-lo!” alertando para a «escalada das forças de direita sobre o povo» liderada por «coligação dos partidos burgueses» do PPD e PS, os «fascistas» do CDS e ELP, e que o MRPP assume «o papel de batedor de direita, tentando com cores de esquerda desacreditar as forças revolucionárias» e que as acções deste Governo «traduzem-se na prática pelo apoio a todas as actividades reaccionárias dos conspiradores fascistas» e da burguesia. Afirma também que Pinheiro de Azevedo e Melo Antunes estão a «atirar-se como um cão raivoso sobre as nossas conquistas e sobre as nossas organizações».

11 de Outubro de 1975 – Comunicado da UDP a denunciar que «provocadores» do MRPP, «fascistas» do CDS e ELP e os «reaccionários burgueses» do PPD e PS atacaram a sede no Porto com cocktail e incendiaram a sede da OCMLP.

11 de Outubro de 1975 – Comunicado da OCMLP atribuindo responsabilidades no assalto à sua sede no Porto, ao MRPP, PCP (m-l)/AOC, CDS e ELP.

11 de Outubro de 1975 – Conferência de imprensa do MRPP dizendo que o confronto no Porto e ataque às sedes da UDP e OCMLP, foi «espontaneamente desencadeado por milhares de elementos do povo sobre o covil do bando assassino da UDP/ORPC», o começo de uma «justa e importante movimentação revolucionária das massas populares», concluindo que «sem dúvida, vingaremos Alexandrino de Sousa».

11 de Outubro de 1975 – Comunicado do comandante do CIAAC, de Cascais, sobre o “caso das armas de Beirolas”.

11 de Outubro de 1975 – Brigadeiro graduado António Pires Veloso ordena aos militares do Regimento de Transmissões do Porto que abandonem a Comissão de Extinção da PIDE/DGS do Porto, onde prestavam serviço e faziam segurança, por terem aprovado uma moção de apoio à luta do RASP.

11 de Outubro de 1975 – Marcelo Rebelo de Sousa, jornalista do EXPRESSO, afirma que a ocupação do RASP, como «precedente significativo», pode «pôr em causa o comando da Região Militar do Norte».

12 de Outubro de 1975 – Realiza-se em Montoito, o I Encontro de Trabalhadores Metalúrgicos e Agrícolas do Sul, organizados pelos sindicatos dos trabalhadores agrícolas, Liga dos Pequenos Agricultores e Intersindical, decide convocar uma paralisação de trabalho no Sul do País, caso as medidas de apoio técnico e financeiro à Reforma Agrária não sejam imediatamente concretizadas.

12 de Outubro de 1975 – Plenário de moradores da aldeia de Avões, Lamego, para analisar as carências de água, luz, caminhos e outros problemas.

12 de Outubro de 1975 – Comunicado da Comissão de Imprensa da Comissão de Luta do CICAP/RASP, analisando o «conteúdo revolucionário» da luta dos soldados, o seu «carácter de massas» e a «democracia proletária que conseguiu imprimir e manter». Afirma que os oficiais reaccionários pretendem assegurar «disciplina militarista» e «ataque às conquistas dos soldados» para «avançar decididamente na destruição da organização popular», pois actualmente a «burguesia pode governar mas não tem o poder suficientemente seguro nas mãos, para fazer executar as suas leis». Por isso «a grande ofensiva dos capitalistas» é «nas unidades militares, procurando destruir a organização de classe dos soldados, expulsar os elementos progressistas e restaurar a hierarquia tradicional».

12 de Outubro de 1975 – Comunicado do Núcleo de Viana do Castelo do MES apelando à participação da manifestação da FUR contra o «avanço das forças políticas de direita com a social-democracia à cabeça».

12 de Outubro de 1975 – O capitão Álvaro Fernandes, que estava na clandestinidade, envia uma “Carta Aberta aos SUV e a todos os Militares Revolucionários”, que foi lida aos microfones do Rádio Clube Português, pronunciando-se sobre o «impasse que se verifica a nível político-militar», enaltece a «resposta firme e correcta dada pelos trabalhadores, soldados e marinheiros» contra «todas as manobras que visam entravar e/ou fazer recuar o processo revolucionário». Conclui que «não é possível destruir o Exército burguês e criar Forças Armadas Revolucionárias sob a direcção da minoria que são os oficiais» originários «da pequena e média burguesia», pois «eles não estão objectivamente interessados em perder privilégios de classe», e só os revolucionários, soldados, marinheiros e «a maioria do povo português» irão dar o «contributo decisivo para a vitória da Revolução e do Socialismo».

12 de Outubro de 1975 – Manifestação popular e operária no Barreiro contra o VI Governo.

12 de Outubro de 1975 – Comício do MRPP de homenagem a Ribeiro dos Santos, no Campo Pequeno, Lisboa, sob o lema “nem fascismo, nem social-fascismo, governo popular”.

12 de Outubro de 1975 – Comício do PPD em Coimbra, com a presença de Francisco de Sá Carneiro.

12 de Outubro de 1975 – Forças da PSP ocupam a sede da Comissão de Extinção da PIDE/DGS no Porto, depois do brigadeiro graduado Pires Veloso ter dado ordens aos militares do Regimento de Transmissões do Porto para abandonarem as instalações.

13 de Outubro de 1975 – Assembleia Geral dos padeiros do distrito de Lisboa, com a presença de 1.200 delegados, aprova a abolição do trabalho nocturno e a passagem para dois períodos de laboração diurna e abertura dos estabelecimentos das 9 horas às 14h, e das 17 às 20 horas.

13 de Outubro de 1975 – Assembleia das Comissões de Moradores e das Comissões de Trabalhadores de Évora, no Teatro Garcia de Resende, com a presença de 33 delegações, para reforçar os órgãos de Poder Popular a apelar à participação da manifestação dos SUV, convocada para 15 de Outubro.

13 de Outubro de 1975 – A Assembleia Popular de Setúbal reúne nas instalações do INATEL.

13 de Outubro de 1975 – O jornal REPÚBLICA apela a «todas as comissões de trabalhadores e de moradores» e órgãos «de representação de soldados e marinheiros» para organização de um grande plenário dos órgãos de Poder Popular, que irá decidir as formas de luta de apoio à Rádio Renascença, uma «rádio que faz parte integrante das conquistas populares já alcançadas».

13 de Outubro de 1975 – Plenário de soldados do Regimento de Infantaria de Abrantes exige que os soldados passem a entrar na unidade “à civil”, que «deixasse de haver bares e refeitórios separados, segundo o critério das graduações», melhoria das «condições de higiene» e o «direito de reunião de todos os soldados sem a presença» dos oficiais.

13 de Outubro de 1975 – Conferência de imprensa da UDP acerca dos incidentes do Porto e da morte de Alexandrino de Sousa, na qual ameaça processar o primeiro-ministro devido às acusações de assassínio constantes dum comunicado oficial, «sem inquirir minimamente» sobre o sucedido.

13 de Outubro de 1975 – Manifestação convocada por órgãos de poder popular e apoiada pelo MES, de apoio ao major Manuel Borrega, comandante do Regimento de Artilharia de Costa (RAC), de Oeiras, que foi transferido da unidade, acto que foi considerado como saneamento à esquerda.

13 de Outubro de 1975 – Manifestação da FUR e dos Soldados Unidos Vencerão! (SUV) em Viana do Castelo, pelo «fortalecimento do Poder Popular», em dia de chuva torrencial.

13 de Outubro de 1975 – Manifestação do PPD em Viana do Castelo de apoio ao VI Governo e ao brigadeiro graduado Pires Veloso.

13 de Outubro de 1975 – Comunicado de praças da Força Aérea contesta a representatividade da Assembleia do MFA da Força Aérea.

13 de Outubro de 1975 – Vice-almirante José Pinheiro de Azevedo, em entrevista à TIME norte-americana, afirma que só «temos que aguentar mais um mês» para colocar Portugal em ordem.

14 de Outubro de 1975 – Comunicado do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Panificação e Produtos Alimentares justificando a abolição do trabalho nocturno, pelas vantagens que advirão «pela melhoria da qualidade e da frequência de pão fresco às grandes refeições diárias», e também pela satisfação de «uma antiga reivindicação da classe» dos padeiros para fazerem «uma vida normal».

14 de Outubro de 1975 – Encontro entre delegados e dirigentes sindicais dos padeiros com o ministro e o secretário de Estado do Trabalho, para apresentar a moção aprovada que abolia o trabalho nocturno no sector.

14 de Outubro de 1975 – Comício da ORPC (m-l) no Pavilhão do Académico, Porto.

14 de Outubro de 1975 – General graduado Carlos Fabião, CEME, desloca-se ao Porto para encontros com o brigadeiro graduado António Pires Veloso e com soldados do RASP, a quem promete não haver punições e instalar no CICAP o Batalhão 25 de Abril, sob comando do major Silva Aragão, persuadindo os ocupantes a terminar a sublevação. O Batalhão nunca foi criado.

14 de Outubro de 1975 – Assembleia extraordinária do RASP aprova por maioria as propostas apaziguadoras do general Carlos Fabião, dando um prazo de dez dias para a sua implementação e decide abandonar as instalações ocupadas.

14 de Outubro de 1975 – Conferência de imprensa do general Carlos Fabião, que admite não ter poderes para demitir o brigadeiro Pires Veloso, que «por enquanto mantém-se no comando da região», pois «eu também, por enquanto, sou chefe do Estado-Maior do Exército».

14 de Outubro de 1975 – O núcleo de trabalhadores socialistas da RTP manifesta surpresa perante «a precariedade dos meios técnicos postos à disposição do registo» na comunicação de ontem do primeiro-ministro ao País, com enquadramentos descuidados, acusando de manipulação na informação e controlo «ao serviço de interesses sectários e partidários».

14 de Outubro de 1975 – António de Almeida Santos, ministro da Comunicação Social, acha um «aberrante contra-sendo que os órgãos de informação» estatizada continuassem «a combater frontalmente o Governo», e ao mesmo tempo «pedem a esse Governo que financie esse combate».

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