quinta-feira, 10 de Março de 2011

Figuras do 25 de Abril III – Costa Martins


Coronel José Inácio da Costa Martins

Nasceu em São Bartolomeu de Messines, freguesia do concelho de Silves, a 11 de Julho de 1938; ingressou na Academia Militar (1961); habilitado com o Curso de Aeronáutica Militar; alferes piloto-aviador (1965); tenente (1966); capitão piloto-aviador (1969); membro activo do Movimento dos Capitães (1973–1974); o Aeroporto de Lisboa e o Aeródromo Base de Figo Maduro são ocupados pela coluna da EPI, comandada pelo capitão Rui Rodrigues e capitão Costa Martins (25 de Abril de 1974).

Membro da Comissão Coordenadora do Programa do MFA (27 de Abril de 1974–14 de Março de 1975); membro do Conselho de Estado (31 de Maio de 1974–24 de Julho de 1974); Ministro do Trabalho do II Governo Provisório (17 de Julho de 1974–30 de Setembro de 1974); lançada a campanha para “Um Dia de Trabalho para a Nação”, com apoio do Ministério do Trabalho (Julho de 1974); Ministro do Trabalho do III Governo Provisório (30 de Setembro de 1974–25 de Março de 1975); membro do “Conselho dos Vinte” ou Conselho Superior do MFA (10 de Outubro de 1974); membro da Assembleia de Delegados do MFA ou “Assembleia dos Duzentos” (6 de Dezembro de 1974); major da Força Aérea (1974); membro do Conselho da Revolução (21 de Março de 1975–16 de Setembro de 1975); Ministro do Trabalho do IV Governo Provisório (25 de Março de 1975–8 de Agosto de 1975); lançada a “Batalha da Produção”, com apoio do Ministério do Trabalho (Abril de 1975); preside às comemorações do Dia do Trabalhador na cidade do Porto (1 de Maio de 1975); Ministro do Trabalho do V Governo Provisório (8 de Agosto de 1975–12 de Setembro de 1975); exonerado do Conselho da Revolução devido ao “Pronunciamento de Tancos” e por decisão da Assembleia de Delegados da Força Aérea (16 de Setembro de 1975); foi convocado pela Presidência da República e encarregado de contactar com as tropas pára-quedistas, a fim de abandonarem as bases ocupadas (cerca das 13 horas de 25 de Novembro de 1975); em plena Assembleia Constituinte foi acusado por um deputado do PS «de se ter apropriado indevidamente de dinheiro proveniente da campanha “Um dia de Trabalho”», acusação nunca provada (15 de Janeiro de 1976); passado ao Quadro de Complemento, por ser considerado «desertor das Forças Armadas» (1976); fixa residência em Cuba; fixa residência em Angola, com o estatuto de «refugiado político»; foi preso em Angola pela Direcção de Informação e Segurança de Angola - DISA, na consequência do golpe de 27 de Maio de 1977, sem processo e sem julgamento (5 de Junho de 1977–30 de Maio de 1978); embarca para Lisboa, depois de ter sido libertado da Cadeia de São Paulo, em Luanda (31 de Maio de 1978); o inquérito realizado pelo Ministério do Trabalho prova que «não consta qualquer irregularidade» na questão das verbas da “Campanha Um Dia de Salário para a Nação” (década de 1980); move e vence diversos processos contra o Estado e generais por «declarações ofensivas do bom nome e devassa da vida privada» e «danos morais e patrimoniais»; readmitido na Força Aérea por decisão do Supremo Tribunal Administrativo (1991); promovido a coronel piloto-aviador da Força Aérea, contando antiguidade de tenente-coronel desde 1979 e coronel desde 1986; a Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines decidiu atribuir o topónimo “Costa Martins – Capitão de Abril” à rua da Urbanização da Quinta das Oliveiras (9 de Março de 2007); homenageado pela Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines (Abril de 2009); faleceu a 6 de Março de 2010, vítima de um acidente aéreo próximo da localidade de Ciborro, concelho de Montemor-o-Novo.

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