
Dr. António José de Almeida
Nasceu a 17 de Julho de 1866 no Vale da Vinha, lugar da freguesia de São Pedro de Alva, concelho de Penacova, filho de José António de Almeida e de Maria Rita das Neves Almeida; neto paterno de João António de Almeida e de Maria Joana; neto pela via materna de José da Costa Portela, de Águeda, e de Rosa das Neves, de Penacova.
Faleceu em Lisboa a 31 de Outubro de 1929.
SUA VIDA DURANTE A MONARQUIA CONSTITUCIONAL:
Aluno do Curso Geral do Liceu Central de Coimbra (1880–1885); aluno de preparatórios para o ingresso à Universidade (1885–1888); aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (Julho de 1889–1895); adere aos ideais republicanos (1889); colaborador do jornal O ULTIMATUM: Folha Académica, de Coimbra (1890); colaborador do jornal O ALARME, de Coimbra (1891); fundador e redactor do jornal AZAGAIA, de Coimbra (1891); pronuncia o discurso no funeral do prof. dr. José Falcão (15 de Janeiro de 1893); bacharel em Medicina (30 de Julho de 1894); fundador e director do jornal O RAIO, de Coimbra (1894); licenciado em Medicina (30 de Julho de 1895); médico na ilha de São Tomé (Março de 1896–Julho de 1903); regressa a Lisboa (22 de Julho de 1903); médico especializado nas «doenças dos países quentes», com consultório em Lisboa (1904); orador; jornalista; pronuncia o discurso no funeral de Rafael Bordalo Pinheiro (24 de Janeiro de 1905); candidato republicano a deputado pelo círculo de Lisboa (1905); membro do Directório do Partido Republicano Português (Julho de 1906); eleito deputado pelo círculo de Lisboa Oriental (19 de Agosto de 1906–1909); deputado da Nação (1906–1910); colaborador do jornal A LUTA; membro do Grande Oriente Lusitano Unido – Maçonaria Portuguesa (1907); membro da Alta Venda da Carbonária Portuguesa; reeleito deputado republicano (5 de Abril de 1908); membro da Comissão Executiva de Lisboa do Comité Revolucionário do Partido Republicano Português (Abril de 1909); fundador, director e editor da revista ALMA NACIONAL, de Lisboa (10 de Fevereiro de 1910); reeleito deputado republicano (Agosto de 1910).
SUA VIDA DURANTE A I REPÚBLICA:
Ministro do Interior do Governo Provisório da República (5 de Outubro de 1910–4 de Setembro de 1911); casou com D. Maria Joana Morais Perdigão Queiroga, nascida a 9 de Março de 1885 em Redondo e falecida a 27 de Junho de 1965, filha de Joaquim José Perdigão Queiroga, de Évora, e de D. Maria Cândida de Morais (14 de Dezembro de 1910); fundador e director do jornal REPÚBLICA (15 de Janeiro de 1911); deputado da Nação na Câmara dos Deputados (1911–1917); abandona o Partido Republicano Português, depois de ter sido vaiado no Rossio, provocando a primeira cisão no PRP (20 de Outubro de 1911); é alvo de manifestações de apreço e hostis durante uma viagem de propaganda que efectua ao Norte do País (2 de Novembro de 1911); fundação da União Nacional Republicana, bloco conservador liderado por António José de Almeida e Brito Camacho (Novembro de 1911); nasce sua filha única D. Maria Teresa Queiroga de Almeida de Abreu (27 de Dezembro de 1911); fundador e dirigente do Partido Republicano Evolucionista (24 de Fevereiro de 1912); ao chegar a Lisboa, proveniente do estrangeiro, é vaiado e insultado por republicanos partidários de Afonso Costa (22 de Dezembro de 1912); realiza-se o I Congresso do Partido Republicano Evolucionista (8 de Agosto de 1913); eleito presidente do Partido Republicano Evolucionista (Agosto de 1913); realiza-se o II Congresso do Partido Republicano Evolucionista em Lisboa (10 de Abril de 1915); Presidente do XIV Governo da República e Ministro das Colónias (16 de Março de 1916–25 de Abril de 1917); deputado da Nação na Câmara dos Deputados (1919); é eleito Presidente da República, em sessão do Congresso, com 123 votos (6 de Agosto de 1919); fundação do Partido Republicano Liberal, por unificação do Partido Republicano Evolucionista e União Republicana (1 de Outubro de 1919); toma posse do cargo de Presidente da República (5 de Outubro de 1919); surge a Legião Vermelha, organização clandestina, à qual são assacados a maioria dos atentados ocorridos até 1925 (1919); são provisoriamente afastados pelo Governo alguns professores da Universidade de Coimbra: António Faria de Carneiro Pacheco, António Oliveira Salazar, Domingos Fezas Vital, João Maria Telo de Magalhães Colaço e Manuel Gonçalves Cerejeira (Dezembro de 1919); Afonso Costa é nomeado representante de Portugal à primeira Assembleia Geral da Sociedade das Nações (10 de Janeiro de 1920); posse do XXV Governo da República, “o Governo dos Cinco Minutos”, presidido pelo dr. Francisco José Fernandes Costa (15 de Janeiro de 1920); reassume funções o Governo presidido pelo coronel Alfredo de Sá Cardoso (16 de Janeiro de 1920); posse do XXVI Governo da República, presidido pelo dr. Domingos Leite Pereira (21 de Janeiro de 1920); posse do XXVII Governo da República, presidido pelo coronel António Maria Baptista (8 de Março de 1920); fundação do Núcleo de Acção de Reconstituição Nacional, dirigido por Álvaro de Castro e Sá Cardoso, mais tarde denominado Partido Republicano de Reconstituição Nacional (Março de 1920); criação do Tribunal de Defesa Social, para reprimir as actividades sindicais e revolucionárias (Maio de 1920); dr. José Ramos Preto assume as funções de Presidente do Ministério, por incapacidade do coronel António Maria Baptista (6 de Junho de 1920); posse do XXVIII Governo da República, presidido pelo engenheiro António Maria da Silva (26 de Junho de 1920); posse do XXIX Governo da República, presidido pelo dr. António Joaquim Granjo (19 de Julho de 1920); Dom Miguel II abdica dos seus direitos no seu filho terceiro, Dom Duarte Nuno de Bragança (31 de Julho de 1920); posse do XXX Governo da República, presidido pelo capitão dr. Álvaro Xavier de Castro (20 de Novembro de 1920); posse do XXXI Governo da República, presidido pelo tenente-coronel Liberato Damião Ribeiro Pinto (30 de Novembro de 1920); posse do XXXII Governo da República, presidido pelo dr. Bernardino Luís Machado Guimarães (2 de Março de 1921); fundação do Partido Comunista Português (6 de Março de 1921); pronunciamento da GNR, dirigido pelo coronel Manuel Maria Coelho, por causa da sindicância ao tenente-coronel Liberato Pinto (21 de Maio de 1921); posse do XXXIII Governo da República, presidido por Tomé José de Barros Queiroz (23 de Maio de 1921); eleições legislativas, com vitória do Partido Republicano Liberal (10 de Julho de 1921); fundação da Acção Tradicionalista Portuguesa (Julho de 1921); posse do XXXIV Governo da República, presidido pelo dr. António Joaquim Granjo (30 de Agosto de 1921); publicação do primeiro número da revista SEARA NOVA (15 de Outubro de 1921); durante um Golpe de Estado são sequestrados e assassinados o primeiro-ministro demissionário António Granjo, capitão-de-fragata José Carlos da Maia, almirante António Machado dos Santos, comandante Freitas da Silva e coronel Botelho de Vasconcelos (noite de 19 para 20 de Outubro de 1921); posse do XXXV Governo da República, presidido pelo coronel Manuel Maria Coelho (19 de Outubro de 1921); posse do XXXVI Governo da República, presidido pelo coronel Carlos Henrique da Silva Maia Pinto (5 de Novembro de 1921); posse do XXXVII Governo da República, presidido pelo capitão eng.º Francisco Pinto da Cunha Leal (16 de Dezembro de 1921); eleições legislativas, com vitória do Partido Democrático (29 de Janeiro de 1922); posse do XXXVIII Governo da República, presidido pelo eng.º António Maria da Silva (7 de Fevereiro de 1922); travessia aérea do Atlântico Sul pelo capitão-de-mar-e-guerra Carlos Gago Coutinho e capitão-tenente Artur de Sacadura Cabral (30 de Março de 1922–17 de Junho de 1922); a polícia invade e encerra as sedes da Confederação Geral dos Trabalhadores, Sindicato Único Metalúrgico e União Socialista Operária (8 de Agosto de 1922); viagem presidencial ao Brasil (Agosto a Setembro de 1922); posse do XXXIX Governo da República, presidido pelo eng.º António Maria da Silva (30 de Novembro de 1922); posse XL Governo da República, presidido pelo eng.º António Maria da Silva (7 de Dezembro de 1922); fundação do Partido Republicano Nacionalista, dirigido por Cunha Leal e Álvaro de Castro resultante da fusão do Partido Republicano Liberal com o Partido Republicano de Reconstituição Nacional (15 de Fevereiro de 1923); fundação do Partido Republicano Radical, dirigido por Veiga Simões e Câmara Pestana (1923); Teixeira Gomes é eleito Presidente da República (6 de Agosto de 1923); deputado da Nação na Câmara dos Deputados, pelo círculo de Lisboa (1925); preside à comissão encarregada de analisar o protocolo apresentado por Lord Robert Cecil na Sociedade das Nações sobre o trabalho indígena nas Colónias Portuguesas (11 de Janeiro de 1926).
SUA VIDA DURANTE A DITADURA MILITAR:
Eleito grão-mestre do Grande Oriente Lusitano Unido – Maçonaria Portuguesa (1929); realiza-se o seu funeral em Lisboa (2 de Novembro de 1929).
Publicou:
– Palavras de Um Intransigente: Aos Patriotas, aos Sinceros, Coimbra, 1890.
– As Manifestações Académicas do dia 18, Coimbra, 1891.
– Vida e Milagres do Taumaturgo Lusitano Santo António de Lisboa, Porto, 1895.
– Desafronta: História de Uma Perseguição, Coimbra, 1895.
– Situação Clara: Carta Aberta ao Cidadão Manuel de Arriaga, Lisboa, 1907.
– A Monarquia “Nova”: Discurso Pronunciado na Câmara dos Deputados, Lisboa, 1908.
– Quarenta Anos de Vida Literária e Política, Lisboa, 1933.
O seu nome consta da toponímia de Alandroal, Alvor (Portimão), Avis, Baixa da Banheira, Beja, Bencatel (Vila Viçosa), Bragança, Cantanhede, Casal de Cambra (Sintra), Coimbra, Cova da Piedade, Custóias (Matosinhos), Escoural (Montemor-o-Novo), Estremoz, Évora, Funchal, Gondomar, Lisboa, Lordelo do Ouro (Porto), Lourinhã, Massamá (Sintra), Mira (Coimbra), Oeiras, Oliveira de Azeméis, Ponta Delgada, Quinta do Conde (Sesimbra), Rio de Janeiro (Brasil), Sabugal, Tabuaço, Vera Cruz (Portel) e Viseu; inauguração em Lisboa do monumento em sua honra, obra dos escultor Leopoldo de Almeida e do arq.º Pardal Monteiro (1937).
Presidente da República: 5 de Outubro de 1919–5 de Outubro de 1923.
Nasceu a 17 de Julho de 1866 no Vale da Vinha, lugar da freguesia de São Pedro de Alva, concelho de Penacova, filho de José António de Almeida e de Maria Rita das Neves Almeida; neto paterno de João António de Almeida e de Maria Joana; neto pela via materna de José da Costa Portela, de Águeda, e de Rosa das Neves, de Penacova.
Faleceu em Lisboa a 31 de Outubro de 1929.
SUA VIDA DURANTE A MONARQUIA CONSTITUCIONAL:
Aluno do Curso Geral do Liceu Central de Coimbra (1880–1885); aluno de preparatórios para o ingresso à Universidade (1885–1888); aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (Julho de 1889–1895); adere aos ideais republicanos (1889); colaborador do jornal O ULTIMATUM: Folha Académica, de Coimbra (1890); colaborador do jornal O ALARME, de Coimbra (1891); fundador e redactor do jornal AZAGAIA, de Coimbra (1891); pronuncia o discurso no funeral do prof. dr. José Falcão (15 de Janeiro de 1893); bacharel em Medicina (30 de Julho de 1894); fundador e director do jornal O RAIO, de Coimbra (1894); licenciado em Medicina (30 de Julho de 1895); médico na ilha de São Tomé (Março de 1896–Julho de 1903); regressa a Lisboa (22 de Julho de 1903); médico especializado nas «doenças dos países quentes», com consultório em Lisboa (1904); orador; jornalista; pronuncia o discurso no funeral de Rafael Bordalo Pinheiro (24 de Janeiro de 1905); candidato republicano a deputado pelo círculo de Lisboa (1905); membro do Directório do Partido Republicano Português (Julho de 1906); eleito deputado pelo círculo de Lisboa Oriental (19 de Agosto de 1906–1909); deputado da Nação (1906–1910); colaborador do jornal A LUTA; membro do Grande Oriente Lusitano Unido – Maçonaria Portuguesa (1907); membro da Alta Venda da Carbonária Portuguesa; reeleito deputado republicano (5 de Abril de 1908); membro da Comissão Executiva de Lisboa do Comité Revolucionário do Partido Republicano Português (Abril de 1909); fundador, director e editor da revista ALMA NACIONAL, de Lisboa (10 de Fevereiro de 1910); reeleito deputado republicano (Agosto de 1910).
SUA VIDA DURANTE A I REPÚBLICA:
Ministro do Interior do Governo Provisório da República (5 de Outubro de 1910–4 de Setembro de 1911); casou com D. Maria Joana Morais Perdigão Queiroga, nascida a 9 de Março de 1885 em Redondo e falecida a 27 de Junho de 1965, filha de Joaquim José Perdigão Queiroga, de Évora, e de D. Maria Cândida de Morais (14 de Dezembro de 1910); fundador e director do jornal REPÚBLICA (15 de Janeiro de 1911); deputado da Nação na Câmara dos Deputados (1911–1917); abandona o Partido Republicano Português, depois de ter sido vaiado no Rossio, provocando a primeira cisão no PRP (20 de Outubro de 1911); é alvo de manifestações de apreço e hostis durante uma viagem de propaganda que efectua ao Norte do País (2 de Novembro de 1911); fundação da União Nacional Republicana, bloco conservador liderado por António José de Almeida e Brito Camacho (Novembro de 1911); nasce sua filha única D. Maria Teresa Queiroga de Almeida de Abreu (27 de Dezembro de 1911); fundador e dirigente do Partido Republicano Evolucionista (24 de Fevereiro de 1912); ao chegar a Lisboa, proveniente do estrangeiro, é vaiado e insultado por republicanos partidários de Afonso Costa (22 de Dezembro de 1912); realiza-se o I Congresso do Partido Republicano Evolucionista (8 de Agosto de 1913); eleito presidente do Partido Republicano Evolucionista (Agosto de 1913); realiza-se o II Congresso do Partido Republicano Evolucionista em Lisboa (10 de Abril de 1915); Presidente do XIV Governo da República e Ministro das Colónias (16 de Março de 1916–25 de Abril de 1917); deputado da Nação na Câmara dos Deputados (1919); é eleito Presidente da República, em sessão do Congresso, com 123 votos (6 de Agosto de 1919); fundação do Partido Republicano Liberal, por unificação do Partido Republicano Evolucionista e União Republicana (1 de Outubro de 1919); toma posse do cargo de Presidente da República (5 de Outubro de 1919); surge a Legião Vermelha, organização clandestina, à qual são assacados a maioria dos atentados ocorridos até 1925 (1919); são provisoriamente afastados pelo Governo alguns professores da Universidade de Coimbra: António Faria de Carneiro Pacheco, António Oliveira Salazar, Domingos Fezas Vital, João Maria Telo de Magalhães Colaço e Manuel Gonçalves Cerejeira (Dezembro de 1919); Afonso Costa é nomeado representante de Portugal à primeira Assembleia Geral da Sociedade das Nações (10 de Janeiro de 1920); posse do XXV Governo da República, “o Governo dos Cinco Minutos”, presidido pelo dr. Francisco José Fernandes Costa (15 de Janeiro de 1920); reassume funções o Governo presidido pelo coronel Alfredo de Sá Cardoso (16 de Janeiro de 1920); posse do XXVI Governo da República, presidido pelo dr. Domingos Leite Pereira (21 de Janeiro de 1920); posse do XXVII Governo da República, presidido pelo coronel António Maria Baptista (8 de Março de 1920); fundação do Núcleo de Acção de Reconstituição Nacional, dirigido por Álvaro de Castro e Sá Cardoso, mais tarde denominado Partido Republicano de Reconstituição Nacional (Março de 1920); criação do Tribunal de Defesa Social, para reprimir as actividades sindicais e revolucionárias (Maio de 1920); dr. José Ramos Preto assume as funções de Presidente do Ministério, por incapacidade do coronel António Maria Baptista (6 de Junho de 1920); posse do XXVIII Governo da República, presidido pelo engenheiro António Maria da Silva (26 de Junho de 1920); posse do XXIX Governo da República, presidido pelo dr. António Joaquim Granjo (19 de Julho de 1920); Dom Miguel II abdica dos seus direitos no seu filho terceiro, Dom Duarte Nuno de Bragança (31 de Julho de 1920); posse do XXX Governo da República, presidido pelo capitão dr. Álvaro Xavier de Castro (20 de Novembro de 1920); posse do XXXI Governo da República, presidido pelo tenente-coronel Liberato Damião Ribeiro Pinto (30 de Novembro de 1920); posse do XXXII Governo da República, presidido pelo dr. Bernardino Luís Machado Guimarães (2 de Março de 1921); fundação do Partido Comunista Português (6 de Março de 1921); pronunciamento da GNR, dirigido pelo coronel Manuel Maria Coelho, por causa da sindicância ao tenente-coronel Liberato Pinto (21 de Maio de 1921); posse do XXXIII Governo da República, presidido por Tomé José de Barros Queiroz (23 de Maio de 1921); eleições legislativas, com vitória do Partido Republicano Liberal (10 de Julho de 1921); fundação da Acção Tradicionalista Portuguesa (Julho de 1921); posse do XXXIV Governo da República, presidido pelo dr. António Joaquim Granjo (30 de Agosto de 1921); publicação do primeiro número da revista SEARA NOVA (15 de Outubro de 1921); durante um Golpe de Estado são sequestrados e assassinados o primeiro-ministro demissionário António Granjo, capitão-de-fragata José Carlos da Maia, almirante António Machado dos Santos, comandante Freitas da Silva e coronel Botelho de Vasconcelos (noite de 19 para 20 de Outubro de 1921); posse do XXXV Governo da República, presidido pelo coronel Manuel Maria Coelho (19 de Outubro de 1921); posse do XXXVI Governo da República, presidido pelo coronel Carlos Henrique da Silva Maia Pinto (5 de Novembro de 1921); posse do XXXVII Governo da República, presidido pelo capitão eng.º Francisco Pinto da Cunha Leal (16 de Dezembro de 1921); eleições legislativas, com vitória do Partido Democrático (29 de Janeiro de 1922); posse do XXXVIII Governo da República, presidido pelo eng.º António Maria da Silva (7 de Fevereiro de 1922); travessia aérea do Atlântico Sul pelo capitão-de-mar-e-guerra Carlos Gago Coutinho e capitão-tenente Artur de Sacadura Cabral (30 de Março de 1922–17 de Junho de 1922); a polícia invade e encerra as sedes da Confederação Geral dos Trabalhadores, Sindicato Único Metalúrgico e União Socialista Operária (8 de Agosto de 1922); viagem presidencial ao Brasil (Agosto a Setembro de 1922); posse do XXXIX Governo da República, presidido pelo eng.º António Maria da Silva (30 de Novembro de 1922); posse XL Governo da República, presidido pelo eng.º António Maria da Silva (7 de Dezembro de 1922); fundação do Partido Republicano Nacionalista, dirigido por Cunha Leal e Álvaro de Castro resultante da fusão do Partido Republicano Liberal com o Partido Republicano de Reconstituição Nacional (15 de Fevereiro de 1923); fundação do Partido Republicano Radical, dirigido por Veiga Simões e Câmara Pestana (1923); Teixeira Gomes é eleito Presidente da República (6 de Agosto de 1923); deputado da Nação na Câmara dos Deputados, pelo círculo de Lisboa (1925); preside à comissão encarregada de analisar o protocolo apresentado por Lord Robert Cecil na Sociedade das Nações sobre o trabalho indígena nas Colónias Portuguesas (11 de Janeiro de 1926).
SUA VIDA DURANTE A DITADURA MILITAR:
Eleito grão-mestre do Grande Oriente Lusitano Unido – Maçonaria Portuguesa (1929); realiza-se o seu funeral em Lisboa (2 de Novembro de 1929).
Publicou:
– Palavras de Um Intransigente: Aos Patriotas, aos Sinceros, Coimbra, 1890.
– As Manifestações Académicas do dia 18, Coimbra, 1891.
– Vida e Milagres do Taumaturgo Lusitano Santo António de Lisboa, Porto, 1895.
– Desafronta: História de Uma Perseguição, Coimbra, 1895.
– Situação Clara: Carta Aberta ao Cidadão Manuel de Arriaga, Lisboa, 1907.
– A Monarquia “Nova”: Discurso Pronunciado na Câmara dos Deputados, Lisboa, 1908.
– Quarenta Anos de Vida Literária e Política, Lisboa, 1933.
O seu nome consta da toponímia de Alandroal, Alvor (Portimão), Avis, Baixa da Banheira, Beja, Bencatel (Vila Viçosa), Bragança, Cantanhede, Casal de Cambra (Sintra), Coimbra, Cova da Piedade, Custóias (Matosinhos), Escoural (Montemor-o-Novo), Estremoz, Évora, Funchal, Gondomar, Lisboa, Lordelo do Ouro (Porto), Lourinhã, Massamá (Sintra), Mira (Coimbra), Oeiras, Oliveira de Azeméis, Ponta Delgada, Quinta do Conde (Sesimbra), Rio de Janeiro (Brasil), Sabugal, Tabuaço, Vera Cruz (Portel) e Viseu; inauguração em Lisboa do monumento em sua honra, obra dos escultor Leopoldo de Almeida e do arq.º Pardal Monteiro (1937).
Presidente da República: 5 de Outubro de 1919–5 de Outubro de 1923.

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