
Manuel Teixeira Gomes
Nasceu a 27 de Maio de 1860 em Portimão, filho de José Libânio Gomes Xavier, natural de Portimão, e de D. Maria da Glória Teixeira de Seixas Braga Gomes, natural de Ferragudo, Lagoa; neto pela via paterna do tenente Manuel Gomes Xavier, de Portimão, e D. Maria Dias Gomes Xavier, de Alvor, Portimão; neto materno de Francisco Manuel Teixeira de Seixas Braga, natural de Silves, e de D. Ana Bárbara da Purificação dos Santos, de Lagoa.
Faleceu em Bougie, Argélia, a 18 de Outubro de 1941.
SUA VIDA DURANTE A MONARQUIA CONSTITUCIONAL:
Baptizado na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição de Vila Nova de Portimão, pelo padre João Manuel das Neves (11 de Junho de 1860); aluno da instrução primária no Colégio de São Luís Gonzaga, em Portimão; aluno interno do Seminário Diocesano de Coimbra (1870–1875); aluno de preparatórios para o ingresso à Universidade de Coimbra (1875–1877); fixa residência em Lisboa (1877); fixa residência no Porto (1881); aluno da Academia Politécnica do Porto (1881–1882); co-fundador do jornal GIL VICENTE (1881); colaborador do FOLHA NOVA, do Porto (1882); colaborador do jornal PRIMEIRO DE JANEIRO, do Porto; visita Argélia (1885); visita Itália (1886); comerciante exportador de frutos secos em Portimão (1891); visita a Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Argélia, Turquia, Médio Oriente e Itália; fixa residência em Portimão (1899); publica o seu primeiro livro Inventário de Junho (1899); proprietário (1903); escritor; contista; romancista; dramaturgo; republicano; coleccionador de pintura; colaborador do jornal A LUTA; nasce sua filha Ana Rosa Teixeira Gomes Calapez (4 de Novembro de 1906); nasce sua filha Maria Manuela Teixeira Gomes Pearce de Azevedo (7 de Setembro de 1910).
SUA VIDA DURANTE A I REPÚBLICA:
Diplomata; enviado extraordinário e ministro plenipotenciário de Portugal em Inglaterra (7 de Abril de 1911–Janeiro de 1918); apresenta as credenciais diplomáticas ao Rei Jorge V (11 de Outubro de 1911); chamado a Lisboa e demitido compulsivamente das funções diplomáticas pelo Governo de Sidónio Pais (25 de Janeiro de 1918); ministro plenipotenciário de Portugal em Espanha (11 de Fevereiro de 1919–Abril de 1919); membro da delegação portuguesa à Conferência de Paz de Paris (Março de 1919); ministro plenipotenciário de Portugal em Inglaterra (24 de Abril de 1919–Setembro de 1923); apresentado como candidato a Presidente da República pelo Partido Democrático (Agosto de 1919); delegado de Portugal junto da Sociedade das Nações (1922); vice-presidente da Assembleia Geral da Sociedade das Nações (6 de Setembro de 1922 – 30 de Setembro de 1922); delegado à Conferência Internacional de Génova (1922); foi sondado para apresentar a sua candidatura à Presidência da República (Maio e Junho de 1923); eleito Presidente da República em sessão do Congresso, com 121 votos (6 de Agosto de 1923); regressa a Portugal (3 de Outubro de 1923); toma posse como Presidente da República (5 de Outubro de 1923); convida Afonso Costa a formar Governo (2 de Novembro de 1923); realiza-se o I Congresso do Partido Comunista Português (10 de Novembro de 1923); posse do XLI Governo da República, presidido pelo dr. António Ginestal Machado (15 de Novembro de 1923); convida Afonso Costa a formar Governo (15 de Dezembro de 1923); posse do XLII Governo da República, presidido pelo capitão dr. Álvaro Xavier de Castro, com apoio do Grupo Seara Nova (17 de Dezembro de 1923); major António Jacinto da Silva Brito Pais, major José Manuel Sarmento Beires e primeiro-sargento Manuel de Gouveia realizam a primeira travessia aérea de Lisboa a Macau (Abril de 1924); insubordinação da aviação militar, na Amadora (3 a 7 de Junho de 1924); primeira comemoração da Festa da Raça (10 de Junho de 1924); convida Afonso Costa a formar Governo (28 de Junho de 1924); posse do XLIII Governo da República, presidido pelo capitão-de-fragata Alfredo Rodrigues Gaspar (7 de Julho de 1924); intentona radical no Forte da Ameixoeira (13 de Agosto de 1924); intentona radical no Castelo de São Jorge (28 de Agosto de 1924); nova intentona, com assalto ao Ministério da Guerra (12 de Setembro de 1924); fundação da União dos Interesses Económicos, com o objectivo de coordenar a acção política do patronato (Setembro de 1924); posse do XLIV Governo da República, presidido pelo dr. José Domingos dos Santos (22 de Novembro de 1924); posse do XLV Governo da República, presidido pelo major Vitorino Máximo de Carvalho Guimarães (15 de Fevereiro de 1925); primeira emissão regular de rádio, levada a cabo por Abílio Nunes dos Santos Júnior (1 de Março de 1925); tentativa revolucionária monárquica em Lisboa (5 de Março de 1925); primeiro raide aéreo de Lisboa à Guiné, pelo capitão José Pedro Pinheiro Correia, tenente Joaquim Sérgio da Silva e alferes Manuel de Gouveia (27 de Março de 1925–2 de Abril de 1925); intentona revolucionária conservadora, chefiado pelo capitão-de-fragata Filomeno da Câmara de Melo Cabral, general João José Sinel de Cordes e coronel Raul Augusto Esteves (18 de Abril de 1925); apresenta o pedido de renúncia ao mandato presidencial (24 de Abril de 1925); recebe em audiência uma delegação parlamentar presidida pelo general António Xavier Correia Barreto, presidente do Congresso da República, e retira o pedido de renúncia (25 de Abril de 1925); posse XLVI do Governo da República, presidido pelo eng.º António Maria da Silva (1 de Julho de 1925); sedição militar da Marinha, comandada pelo capitão-de-fragata José Mendes Cabeçadas (19 de Julho de 1925); posse do XLVII Governo da República, presidido pelo dr. Domingos Leite Pereira (1 de Agosto de 1925); eleições legislativas, com vitória do Partido Democrático (8 de Novembro de 1925); apresenta o pedido de renúncia do cargo de Presidente da República, em carta dirigida ao Congresso da República (10 de Dezembro de 1925); abandona Belém e recolhe à sua casa na Cruz Quebrada (12 de Dezembro de 1925); embarca num navio holandês com destino ao Norte de África, em exílio voluntário (17 de Dezembro de 1925).
SUA VIDA DURANTE A DITADURA MILITAR E ESTADO NOVO:
Fixa residência em Itália (1926); visita a França, Itália, Holanda, Marrocos, Argélia e Tunísia; fixa residência na Argélia (5 de Setembro de 1931); colaborador da SEARA NOVA; sepultado no cemitério cristão de Bougie, Argélia (20 de Outubro de 1941).
Publicou:
– Inventário de Junho, Lisboa, 1899.
– Cartas Sem Moral Nenhuma, Lisboa, 1904.
– Verão Azul, Lisboa, 1904.
– Agosto Azul, Lisboa, 1904.
– Sabina Freire: Comédia em 3 Actos, Lisboa, 1905.
– Desenhos e Anedotas do João de Deus, Lisboa, 1907.
– Gente Singular, Lisboa, 1909.
– Cartas a Columbano, Lisboa, 1932.
– Regressos, Lisboa, 1935.
– Novelas Eróticas, Lisboa, 1935.
– Miscelânea, Lisboa, 1937.
– Maria Adelaide, Lisboa, 1938.
– Carnaval Literário: Miscelânea (2.ª Parte), Lisboa, 1939.
– Ana Rosa, Lisboa, 1941.
– Londres Maravilhosa e Outras Páginas Dispersas, Lisboa, 1942.
– Correspondência, Lisboa, 1960.
– Correspondência 2: Cartas para Políticos e Diplomatas, Lisboa, 1960.
– O Sítio da Mulher Morta e Outros Textos, Lisboa, 1972.
– Duas Novelas Eróticas, Porto, 1995.
FACTOS PÓSTUMOS:
Os seus restos mortais são transladados para Portimão (18 de Dezembro de 1950); agraciado a título póstumo com a Grã-Cruz da Banda das Três Ordens Militares Portuguesas (1950); agraciado a título póstumo com a Legião de Honra (1950); inauguração da Casa-Museu Manuel Teixeira Gomes (11 de Dezembro de 1999); o seu espólio, que inclui manuscritos, correspondência, documentação e fotografias, foi doado e entregue à Biblioteca Nacional de Portugal (Abril de 2005); alvo duma comemoração nacional de homenagem (2010); seu nome consta da toponímia de Albufeira, Amora (Seixal), Carnaxide (Oeiras), Chelas (Lisboa), Faro, Odivelas, Portimão, Sacavém, Seixal e São Bartolomeu de Messines.
Presidente da República: 5 de Outubro de 1923–11 de Dezembro de 1925.
Nasceu a 27 de Maio de 1860 em Portimão, filho de José Libânio Gomes Xavier, natural de Portimão, e de D. Maria da Glória Teixeira de Seixas Braga Gomes, natural de Ferragudo, Lagoa; neto pela via paterna do tenente Manuel Gomes Xavier, de Portimão, e D. Maria Dias Gomes Xavier, de Alvor, Portimão; neto materno de Francisco Manuel Teixeira de Seixas Braga, natural de Silves, e de D. Ana Bárbara da Purificação dos Santos, de Lagoa.
Faleceu em Bougie, Argélia, a 18 de Outubro de 1941.
SUA VIDA DURANTE A MONARQUIA CONSTITUCIONAL:
Baptizado na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição de Vila Nova de Portimão, pelo padre João Manuel das Neves (11 de Junho de 1860); aluno da instrução primária no Colégio de São Luís Gonzaga, em Portimão; aluno interno do Seminário Diocesano de Coimbra (1870–1875); aluno de preparatórios para o ingresso à Universidade de Coimbra (1875–1877); fixa residência em Lisboa (1877); fixa residência no Porto (1881); aluno da Academia Politécnica do Porto (1881–1882); co-fundador do jornal GIL VICENTE (1881); colaborador do FOLHA NOVA, do Porto (1882); colaborador do jornal PRIMEIRO DE JANEIRO, do Porto; visita Argélia (1885); visita Itália (1886); comerciante exportador de frutos secos em Portimão (1891); visita a Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Argélia, Turquia, Médio Oriente e Itália; fixa residência em Portimão (1899); publica o seu primeiro livro Inventário de Junho (1899); proprietário (1903); escritor; contista; romancista; dramaturgo; republicano; coleccionador de pintura; colaborador do jornal A LUTA; nasce sua filha Ana Rosa Teixeira Gomes Calapez (4 de Novembro de 1906); nasce sua filha Maria Manuela Teixeira Gomes Pearce de Azevedo (7 de Setembro de 1910).
SUA VIDA DURANTE A I REPÚBLICA:
Diplomata; enviado extraordinário e ministro plenipotenciário de Portugal em Inglaterra (7 de Abril de 1911–Janeiro de 1918); apresenta as credenciais diplomáticas ao Rei Jorge V (11 de Outubro de 1911); chamado a Lisboa e demitido compulsivamente das funções diplomáticas pelo Governo de Sidónio Pais (25 de Janeiro de 1918); ministro plenipotenciário de Portugal em Espanha (11 de Fevereiro de 1919–Abril de 1919); membro da delegação portuguesa à Conferência de Paz de Paris (Março de 1919); ministro plenipotenciário de Portugal em Inglaterra (24 de Abril de 1919–Setembro de 1923); apresentado como candidato a Presidente da República pelo Partido Democrático (Agosto de 1919); delegado de Portugal junto da Sociedade das Nações (1922); vice-presidente da Assembleia Geral da Sociedade das Nações (6 de Setembro de 1922 – 30 de Setembro de 1922); delegado à Conferência Internacional de Génova (1922); foi sondado para apresentar a sua candidatura à Presidência da República (Maio e Junho de 1923); eleito Presidente da República em sessão do Congresso, com 121 votos (6 de Agosto de 1923); regressa a Portugal (3 de Outubro de 1923); toma posse como Presidente da República (5 de Outubro de 1923); convida Afonso Costa a formar Governo (2 de Novembro de 1923); realiza-se o I Congresso do Partido Comunista Português (10 de Novembro de 1923); posse do XLI Governo da República, presidido pelo dr. António Ginestal Machado (15 de Novembro de 1923); convida Afonso Costa a formar Governo (15 de Dezembro de 1923); posse do XLII Governo da República, presidido pelo capitão dr. Álvaro Xavier de Castro, com apoio do Grupo Seara Nova (17 de Dezembro de 1923); major António Jacinto da Silva Brito Pais, major José Manuel Sarmento Beires e primeiro-sargento Manuel de Gouveia realizam a primeira travessia aérea de Lisboa a Macau (Abril de 1924); insubordinação da aviação militar, na Amadora (3 a 7 de Junho de 1924); primeira comemoração da Festa da Raça (10 de Junho de 1924); convida Afonso Costa a formar Governo (28 de Junho de 1924); posse do XLIII Governo da República, presidido pelo capitão-de-fragata Alfredo Rodrigues Gaspar (7 de Julho de 1924); intentona radical no Forte da Ameixoeira (13 de Agosto de 1924); intentona radical no Castelo de São Jorge (28 de Agosto de 1924); nova intentona, com assalto ao Ministério da Guerra (12 de Setembro de 1924); fundação da União dos Interesses Económicos, com o objectivo de coordenar a acção política do patronato (Setembro de 1924); posse do XLIV Governo da República, presidido pelo dr. José Domingos dos Santos (22 de Novembro de 1924); posse do XLV Governo da República, presidido pelo major Vitorino Máximo de Carvalho Guimarães (15 de Fevereiro de 1925); primeira emissão regular de rádio, levada a cabo por Abílio Nunes dos Santos Júnior (1 de Março de 1925); tentativa revolucionária monárquica em Lisboa (5 de Março de 1925); primeiro raide aéreo de Lisboa à Guiné, pelo capitão José Pedro Pinheiro Correia, tenente Joaquim Sérgio da Silva e alferes Manuel de Gouveia (27 de Março de 1925–2 de Abril de 1925); intentona revolucionária conservadora, chefiado pelo capitão-de-fragata Filomeno da Câmara de Melo Cabral, general João José Sinel de Cordes e coronel Raul Augusto Esteves (18 de Abril de 1925); apresenta o pedido de renúncia ao mandato presidencial (24 de Abril de 1925); recebe em audiência uma delegação parlamentar presidida pelo general António Xavier Correia Barreto, presidente do Congresso da República, e retira o pedido de renúncia (25 de Abril de 1925); posse XLVI do Governo da República, presidido pelo eng.º António Maria da Silva (1 de Julho de 1925); sedição militar da Marinha, comandada pelo capitão-de-fragata José Mendes Cabeçadas (19 de Julho de 1925); posse do XLVII Governo da República, presidido pelo dr. Domingos Leite Pereira (1 de Agosto de 1925); eleições legislativas, com vitória do Partido Democrático (8 de Novembro de 1925); apresenta o pedido de renúncia do cargo de Presidente da República, em carta dirigida ao Congresso da República (10 de Dezembro de 1925); abandona Belém e recolhe à sua casa na Cruz Quebrada (12 de Dezembro de 1925); embarca num navio holandês com destino ao Norte de África, em exílio voluntário (17 de Dezembro de 1925).
SUA VIDA DURANTE A DITADURA MILITAR E ESTADO NOVO:
Fixa residência em Itália (1926); visita a França, Itália, Holanda, Marrocos, Argélia e Tunísia; fixa residência na Argélia (5 de Setembro de 1931); colaborador da SEARA NOVA; sepultado no cemitério cristão de Bougie, Argélia (20 de Outubro de 1941).
Publicou:
– Inventário de Junho, Lisboa, 1899.
– Cartas Sem Moral Nenhuma, Lisboa, 1904.
– Verão Azul, Lisboa, 1904.
– Agosto Azul, Lisboa, 1904.
– Sabina Freire: Comédia em 3 Actos, Lisboa, 1905.
– Desenhos e Anedotas do João de Deus, Lisboa, 1907.
– Gente Singular, Lisboa, 1909.
– Cartas a Columbano, Lisboa, 1932.
– Regressos, Lisboa, 1935.
– Novelas Eróticas, Lisboa, 1935.
– Miscelânea, Lisboa, 1937.
– Maria Adelaide, Lisboa, 1938.
– Carnaval Literário: Miscelânea (2.ª Parte), Lisboa, 1939.
– Ana Rosa, Lisboa, 1941.
– Londres Maravilhosa e Outras Páginas Dispersas, Lisboa, 1942.
– Correspondência, Lisboa, 1960.
– Correspondência 2: Cartas para Políticos e Diplomatas, Lisboa, 1960.
– O Sítio da Mulher Morta e Outros Textos, Lisboa, 1972.
– Duas Novelas Eróticas, Porto, 1995.
FACTOS PÓSTUMOS:
Os seus restos mortais são transladados para Portimão (18 de Dezembro de 1950); agraciado a título póstumo com a Grã-Cruz da Banda das Três Ordens Militares Portuguesas (1950); agraciado a título póstumo com a Legião de Honra (1950); inauguração da Casa-Museu Manuel Teixeira Gomes (11 de Dezembro de 1999); o seu espólio, que inclui manuscritos, correspondência, documentação e fotografias, foi doado e entregue à Biblioteca Nacional de Portugal (Abril de 2005); alvo duma comemoração nacional de homenagem (2010); seu nome consta da toponímia de Albufeira, Amora (Seixal), Carnaxide (Oeiras), Chelas (Lisboa), Faro, Odivelas, Portimão, Sacavém, Seixal e São Bartolomeu de Messines.
Presidente da República: 5 de Outubro de 1923–11 de Dezembro de 1925.

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