
Almirante José Mendes Cabeçadas Júnior
Nasceu a 19 de Agosto de 1883 na freguesia de São Clemente, concelho de Loulé, filho de José Mendes Cabeçadas e de D. Maria da Graça Guerreiro, naturais de Loulé; neto pela via paterna de João Mendes Cabeçadas e de Joana Maria; neto materno de João Nunes Guerreiro e de Maria da Graça.
Faleceu em Lisboa a 11 de Junho de 1965.
SUA VIDA DURANTE A MONARQUIA CONSTITUCIONAL:
Aluno de instrução primária em Loulé; aluno do Liceu de Faro e do Liceu de Évora; aluno da Escola Politécnica de Lisboa (1901); soldado do Regimento de Cavalaria Lanceiros d’El-Rei (10 de Dezembro de 1902); aluno da Escola Naval (Outubro de 1903); aspirante da Marinha (1903); guarda-marinha (15 de Abril de 1908); nomeado para comissão militar de serviço na Divisão Naval do Índico (28 de Abril de 1908); presta serviço na Divisão Naval do Índico, em Moçambique (Maio de 1908–Dezembro de 1909); regressa a Lisboa (Janeiro de 1910); segundo-tenente (Setembro de 1910); membro do Comité Revolucionário da Marinha, assumindo o comando do cruzador “Adamastor”, com o qual participou na implantação da República e bombardeou o Palácio das Necessidades (4 e 5 de Outubro de 1910).
SUA VIDA DURANTE A I REPÚBLICA:
Capitão-tenente, por distinção (18 de Novembro de 1910); casou em Lisboa com D. Maria das Dores Formosinho Vieira Cabeçadas, nascida em Silves a 6 de Janeiro de 1880 e falecida em Lisboa a 22 de Dezembro de 1949, filha de José Francisco Vieira e de Maria das Dores Formosinho (23 de Março de 1911); membro da Maçonaria (Abril de 1911); deputado à Assembleia Nacional Constituinte (Junho de 1911–Agosto de 1911); deputado da Nação na Câmara dos Deputados, pelo círculo de Silves (Agosto de 1911–1912); nasce sua filha D. Maria Vieira Cabeçadas (Fevereiro de 1912); militante da União Republicana/Partido Unionista, de Manuel de Brito Camacho (1912); nasce sua filha D. Maria Dolores Vieira Cabeçadas (1913); concluiu o “serviço de mar” a bordo do “São Gabriel” (Dezembro de 1913); capitão do porto de Vila Real de Santo António (Janeiro de 1914–Dezembro de 1917); nasce sua filha D. Maria da Graça Vieira Cabeçadas (1915); deputado da Nação pelo círculo de Aljustrel (1915–1917); nasce sua filha D. Raquel Vieira Cabeçadas (1917); capitão-de-fragata (Agosto de 1917); governador civil do distrito de Faro (13 de Dezembro de 1917–21 de Março de 1918); capitão do porto de Vila Real de Santo António (Março de 1918–Fevereiro de 1919); governador civil do distrito de Faro (18 de Fevereiro de 1919–8 de Julho de 1919); comandante da Escola de Alunos Marinheiros do Sul (1919); militante do Partido Republicano Liberal (Outubro de 1919); deputado da Nação pelo círculo de Aljustrel (1921–1922); comandante da Escola de Alunos Marinheiros do Sul (1922); membro do júri do Tribunal da Marinha (1923); militante do Partido Republicano Nacionalista (1923); governador civil do distrito de Faro (20 de Novembro de 1923–17 de Dezembro de 1923); colocado na Direcção de Hidrografia, Navegação e Meteorologia Náutica; dirige a sedição militar da Marinha e a revolta do cruzador "Vasco da Gama", que exigia a dissolução do Parlamento e realização de novas eleições (19 de Julho de 1925); detido no Comando-Geral da Guarda Nacional Republicana e depois no Quartel de Alcântara (Julho a Novembro de 1925); capitão-de-mar-e-guerra (Agosto de 1925); absolvido em Tribunal Militar (12 de Novembro de 1925); adjunto do Comando-Geral da Armada (14 de Novembro de 1925); militante da União Liberal Republicana, de Cunha Leal (Março de 1926); membro da Junta Revolucionária do movimento militar que estava a ser preparado (10 de Abril de 1926); condecorado com a Medalha de Prata de Comportamento Exemplar; agraciado com a Comenda da Ordem de Avis.
SUA VIDA DURANTE A DITADURA MILITAR:
Comandante das forças militares da Revolução Nacional em Lisboa (28 de Maio de 1926); Presidente do Ministério, Ministro da Marinha e Ministro da Justiça, do XLIX Governo da República (30 de Maio de 1926–3 de Junho de 1926); Conferência de Coimbra, entre as facções golpistas, decide criar um triunvirato militar composto pelo capitão-de-mar-e-guerra José Mendes Cabeçadas, general Manuel de Oliveira Gomes da Costa e capitão-tenente Armando Humberto da Gama Ochôa (1 de Junho de 1926); Conferência de Sacavém decide criar um triunvirato militar composto pelo capitão-de-mar-e-guerra Mendes Cabeçadas, general Gomes da Costa e general Óscar Carmona (3 de Junho de 1926); Presidente do Ministério e Ministro do Interior, do L Governo da República (3 de Junho de 1926–17 de Junho de 1926); dissolução do Parlamento (9 de Junho de 1926); Golpe de Estado de Sacavém, liderado pelo general Gomes da Costa, que lhe dirige um ultimato para se demitir (17 de Junho de 1926); demissão das funções de Presidente do Ministério (19 de Junho de 1926); agraciado com o grau de Oficial da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (1926); presidente do Tribunal Militar de Marinha (1926); governador substituto do Banco de Angola (Janeiro de 1927); superintendente interino do Arsenal de Marinha (1928); presidente da Comissão Administrativa das Obras de Construção do Arsenal; contra-almirante (1930); intendente do Arsenal de Marinha (1930); co-fundador da Aliança Republicana e Socialista, dissolvida e ilegalizada pelo Governo (1931); adjunto do Comando-Geral da Armada (Junho de 1931–Outubro de 1932).
SUA VIDA DURANTE O ESTADO NOVO:
Presidente da Junta Autónoma do Novo Arsenal (1932); os almirantes Mendes Cabeçadas e Tito Augusto de Morais e o general Norton de Matos entregam o manifesto da Aliança Republicana e Socialista ao Presidente da República a requerer o direito à existência e o poderem intervir nas eleições (8 de Julho de 1931); intendente de Marinha do Arsenal do Alfeite (Fevereiro de 1933–Junho de 1947); vice-almirante (Abril de 1937); presidente da Comissão Administrativa da Base Naval de Alfeite (15 de Março de 1939); presidente da Comissão de Obras da Base Naval de Alfeite (1939); membro do Comité Revolucionário Secreto do Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista – MUNAF (1944); vogal do Conselho da Ordem Militar da Torre e Espada (1946–1953); presidente da Junta Militar de Libertação Nacional (Junho de 1946); implicado na Revolta da Mealhada para derrubar o Estado Novo (10 de Outubro de 1946); presidente do Conselho Superior de Disciplina da Armada (1947); director da Superintendência dos Serviços da Armada; participa na Abrilada para derrubar o Estado Novo, durante a qual são presos vários oficiais, entre os quais o próprio almirante Mendes Cabeçadas e o general José Garcia Marques Godinho (10 de Abril de 1947); condenado pelo Tribunal Militar de Lisboa a um ano de prisão correccional, três de suspensão de direitos políticos e reformado compulsivamente (14 de Junho de 1947); morre sua mulher D. Maria das Dores Formosinho Vieira Cabeçadas (22 de Dezembro de 1949); amnistiado do crime político de conspiração contra o regime (1950); membro da Comissão de Candidatura do Contra-Almirante Manuel Carlos Quintão Meireles à Presidência da República (Junho e Julho de 1951); presidente do Conselho Geral da Organização Cívica Nacional, cujos estatutos não foram aprovados, sendo ilegalizada (1951); candidato a deputado na Assembleia Nacional pela Oposição Democrática (Novembro de 1953); presidente do Directório Provisório da Causa Republicana, cujos estatutos não foram aprovados (1955); vice-presidente da Comissão Central da Frente Nacional Liberal e Democrata, cujos estatutos não foram aprovados (1956); membro do Directório Democrato-Social (1957); membro da Comissão Nacional da Candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República (1958); membro da Comissão Permanente do Movimento Nacional Independente (1959); subscritor do Programa para a Democratização da República, documento de orientação política de unidade contra o Estado Novo (11 de Maio de 1961); democrata; antifascista.
FACTOS PÓSTUMOS:
O seu nome consta da toponímia da Amadora e Barreiro; patrono do Curso de Cadetes “Vice-Almirante José Mendes Cabeçadas Júnior”, da Escola Naval (Janeiro de 2011).
Presidente do Ministério, com poderes de Chefe de Estado: 31 de Maio de 1926–19 de Junho de 1926.
Nasceu a 19 de Agosto de 1883 na freguesia de São Clemente, concelho de Loulé, filho de José Mendes Cabeçadas e de D. Maria da Graça Guerreiro, naturais de Loulé; neto pela via paterna de João Mendes Cabeçadas e de Joana Maria; neto materno de João Nunes Guerreiro e de Maria da Graça.
Faleceu em Lisboa a 11 de Junho de 1965.
SUA VIDA DURANTE A MONARQUIA CONSTITUCIONAL:
Aluno de instrução primária em Loulé; aluno do Liceu de Faro e do Liceu de Évora; aluno da Escola Politécnica de Lisboa (1901); soldado do Regimento de Cavalaria Lanceiros d’El-Rei (10 de Dezembro de 1902); aluno da Escola Naval (Outubro de 1903); aspirante da Marinha (1903); guarda-marinha (15 de Abril de 1908); nomeado para comissão militar de serviço na Divisão Naval do Índico (28 de Abril de 1908); presta serviço na Divisão Naval do Índico, em Moçambique (Maio de 1908–Dezembro de 1909); regressa a Lisboa (Janeiro de 1910); segundo-tenente (Setembro de 1910); membro do Comité Revolucionário da Marinha, assumindo o comando do cruzador “Adamastor”, com o qual participou na implantação da República e bombardeou o Palácio das Necessidades (4 e 5 de Outubro de 1910).
SUA VIDA DURANTE A I REPÚBLICA:
Capitão-tenente, por distinção (18 de Novembro de 1910); casou em Lisboa com D. Maria das Dores Formosinho Vieira Cabeçadas, nascida em Silves a 6 de Janeiro de 1880 e falecida em Lisboa a 22 de Dezembro de 1949, filha de José Francisco Vieira e de Maria das Dores Formosinho (23 de Março de 1911); membro da Maçonaria (Abril de 1911); deputado à Assembleia Nacional Constituinte (Junho de 1911–Agosto de 1911); deputado da Nação na Câmara dos Deputados, pelo círculo de Silves (Agosto de 1911–1912); nasce sua filha D. Maria Vieira Cabeçadas (Fevereiro de 1912); militante da União Republicana/Partido Unionista, de Manuel de Brito Camacho (1912); nasce sua filha D. Maria Dolores Vieira Cabeçadas (1913); concluiu o “serviço de mar” a bordo do “São Gabriel” (Dezembro de 1913); capitão do porto de Vila Real de Santo António (Janeiro de 1914–Dezembro de 1917); nasce sua filha D. Maria da Graça Vieira Cabeçadas (1915); deputado da Nação pelo círculo de Aljustrel (1915–1917); nasce sua filha D. Raquel Vieira Cabeçadas (1917); capitão-de-fragata (Agosto de 1917); governador civil do distrito de Faro (13 de Dezembro de 1917–21 de Março de 1918); capitão do porto de Vila Real de Santo António (Março de 1918–Fevereiro de 1919); governador civil do distrito de Faro (18 de Fevereiro de 1919–8 de Julho de 1919); comandante da Escola de Alunos Marinheiros do Sul (1919); militante do Partido Republicano Liberal (Outubro de 1919); deputado da Nação pelo círculo de Aljustrel (1921–1922); comandante da Escola de Alunos Marinheiros do Sul (1922); membro do júri do Tribunal da Marinha (1923); militante do Partido Republicano Nacionalista (1923); governador civil do distrito de Faro (20 de Novembro de 1923–17 de Dezembro de 1923); colocado na Direcção de Hidrografia, Navegação e Meteorologia Náutica; dirige a sedição militar da Marinha e a revolta do cruzador "Vasco da Gama", que exigia a dissolução do Parlamento e realização de novas eleições (19 de Julho de 1925); detido no Comando-Geral da Guarda Nacional Republicana e depois no Quartel de Alcântara (Julho a Novembro de 1925); capitão-de-mar-e-guerra (Agosto de 1925); absolvido em Tribunal Militar (12 de Novembro de 1925); adjunto do Comando-Geral da Armada (14 de Novembro de 1925); militante da União Liberal Republicana, de Cunha Leal (Março de 1926); membro da Junta Revolucionária do movimento militar que estava a ser preparado (10 de Abril de 1926); condecorado com a Medalha de Prata de Comportamento Exemplar; agraciado com a Comenda da Ordem de Avis.
SUA VIDA DURANTE A DITADURA MILITAR:
Comandante das forças militares da Revolução Nacional em Lisboa (28 de Maio de 1926); Presidente do Ministério, Ministro da Marinha e Ministro da Justiça, do XLIX Governo da República (30 de Maio de 1926–3 de Junho de 1926); Conferência de Coimbra, entre as facções golpistas, decide criar um triunvirato militar composto pelo capitão-de-mar-e-guerra José Mendes Cabeçadas, general Manuel de Oliveira Gomes da Costa e capitão-tenente Armando Humberto da Gama Ochôa (1 de Junho de 1926); Conferência de Sacavém decide criar um triunvirato militar composto pelo capitão-de-mar-e-guerra Mendes Cabeçadas, general Gomes da Costa e general Óscar Carmona (3 de Junho de 1926); Presidente do Ministério e Ministro do Interior, do L Governo da República (3 de Junho de 1926–17 de Junho de 1926); dissolução do Parlamento (9 de Junho de 1926); Golpe de Estado de Sacavém, liderado pelo general Gomes da Costa, que lhe dirige um ultimato para se demitir (17 de Junho de 1926); demissão das funções de Presidente do Ministério (19 de Junho de 1926); agraciado com o grau de Oficial da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (1926); presidente do Tribunal Militar de Marinha (1926); governador substituto do Banco de Angola (Janeiro de 1927); superintendente interino do Arsenal de Marinha (1928); presidente da Comissão Administrativa das Obras de Construção do Arsenal; contra-almirante (1930); intendente do Arsenal de Marinha (1930); co-fundador da Aliança Republicana e Socialista, dissolvida e ilegalizada pelo Governo (1931); adjunto do Comando-Geral da Armada (Junho de 1931–Outubro de 1932).
SUA VIDA DURANTE O ESTADO NOVO:
Presidente da Junta Autónoma do Novo Arsenal (1932); os almirantes Mendes Cabeçadas e Tito Augusto de Morais e o general Norton de Matos entregam o manifesto da Aliança Republicana e Socialista ao Presidente da República a requerer o direito à existência e o poderem intervir nas eleições (8 de Julho de 1931); intendente de Marinha do Arsenal do Alfeite (Fevereiro de 1933–Junho de 1947); vice-almirante (Abril de 1937); presidente da Comissão Administrativa da Base Naval de Alfeite (15 de Março de 1939); presidente da Comissão de Obras da Base Naval de Alfeite (1939); membro do Comité Revolucionário Secreto do Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista – MUNAF (1944); vogal do Conselho da Ordem Militar da Torre e Espada (1946–1953); presidente da Junta Militar de Libertação Nacional (Junho de 1946); implicado na Revolta da Mealhada para derrubar o Estado Novo (10 de Outubro de 1946); presidente do Conselho Superior de Disciplina da Armada (1947); director da Superintendência dos Serviços da Armada; participa na Abrilada para derrubar o Estado Novo, durante a qual são presos vários oficiais, entre os quais o próprio almirante Mendes Cabeçadas e o general José Garcia Marques Godinho (10 de Abril de 1947); condenado pelo Tribunal Militar de Lisboa a um ano de prisão correccional, três de suspensão de direitos políticos e reformado compulsivamente (14 de Junho de 1947); morre sua mulher D. Maria das Dores Formosinho Vieira Cabeçadas (22 de Dezembro de 1949); amnistiado do crime político de conspiração contra o regime (1950); membro da Comissão de Candidatura do Contra-Almirante Manuel Carlos Quintão Meireles à Presidência da República (Junho e Julho de 1951); presidente do Conselho Geral da Organização Cívica Nacional, cujos estatutos não foram aprovados, sendo ilegalizada (1951); candidato a deputado na Assembleia Nacional pela Oposição Democrática (Novembro de 1953); presidente do Directório Provisório da Causa Republicana, cujos estatutos não foram aprovados (1955); vice-presidente da Comissão Central da Frente Nacional Liberal e Democrata, cujos estatutos não foram aprovados (1956); membro do Directório Democrato-Social (1957); membro da Comissão Nacional da Candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República (1958); membro da Comissão Permanente do Movimento Nacional Independente (1959); subscritor do Programa para a Democratização da República, documento de orientação política de unidade contra o Estado Novo (11 de Maio de 1961); democrata; antifascista.
FACTOS PÓSTUMOS:
O seu nome consta da toponímia da Amadora e Barreiro; patrono do Curso de Cadetes “Vice-Almirante José Mendes Cabeçadas Júnior”, da Escola Naval (Janeiro de 2011).
Presidente do Ministério, com poderes de Chefe de Estado: 31 de Maio de 1926–19 de Junho de 1926.

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