
Marechal Manuel de Oliveira Gomes da Costa
Nasceu a 14 de Janeiro de 1863 em Lisboa, filho do tenente Carlos Dias da Costa, natural de Soure, Coimbra, e de D. Madalena Rosa de Oliveira Costa.
Faleceu a 17 de Dezembro de 1929.
SUA VIDA DURANTE A MONARQUIA CONSTITUCIONAL:
Fez exame de instrução primária no Seminário de S. José, em Macau; aluno do Colégio Militar (1873–1880); soldado voluntário da 4.ª Companhia da Artilharia de Guarnição (8 de Novembro de 1880); aluno do Curso de Infantaria da Escola do Exército (1880–1884); primeiro-sargento graduado aspirante a oficial do Corpo de Alunos da Escola do Exército; colocado no Batalhão n.º 2 dos Caçadores da Rainha; alferes graduado (9 de Janeiro de 1884); colocado no Regimento de Infantaria n.º 11 (Janeiro de 1884); colocado no Regimento de Infantaria n.º 1 (1 de Setembro de 1884); colocado no Regimento de Infantaria n.º 11 (31 de Janeiro de 1885); casou em Penamacor com D. Henriqueta Júlia de Mira Godinho, nascida a 30 de Julho de 1863 em Lagos e falecida a 22 de Fevereiro de 1936, filha de André Francisco Godinho, de Monforte, e de D. Maria Augusta Madeira Pereira de Mira, de Lisboa (15 de Maio de 1885); alferes de Infantaria (Dezembro de 1885); colocado no Regimento de Infantaria n.º 24 (12 de Dezembro de 1885); nomeado ajudante do Regimento de Infantaria n.º 24 (3 de Fevereiro de 1886–Junho de 1886); colocado no Regimento de Infantaria n.º 23 (4 de Setembro de 1886); colocado em comissão de serviço no Batalhão n.º 1 da Guarda Fiscal (26 de Novembro de 1887–Novembro de 1889); tenente de Infantaria (7 de Novembro 1889); colocado no Regimento de Infantaria n.º 13 (Novembro 1889); colocado em comissão de serviço no Batalhão n.º 2 da Guarda Fiscal (1890–9 de Junho de 1893); comandante do Posto Fiscal da Ericeira; nomeado ajudante-de-ordens do Governador-Geral do Estado da Índia (20 de Junho de 1893); capitão graduado para o Ultramar (Julho de 1893); embarcou para o Estado Português da Índia (6 de Agosto de 1893); desembarcou na Índia (13 de Setembro de 1893); comissão militar de serviço na Índia (Setembro de 1893–Abril de 1896); administrador do concelho de Goa; director interino da Escola de Artes e Ofícios de Goa; subchefe do Estado-Maior do Comando-em-Chefe na Índia (1895); participou no Combate de Gutucu, durante a operação contra nos Rates, na Índia; embarca em Goa com destino à Metrópole (19 de Março de 1896); comissão militar de serviço em Moçambique (Setembro de 1896–Outubro de 1898); Chefe de Estado-Maior das Forças Militares de Moçambique (1896); participou nas operações militares contra os Namarrais (Fevereiro de 1897); participou nas operações militares contra os Vátuas; participou no Combate de Macontene, em Gaza, Moçambique (21 de Julho de 1897); capitão de Infantaria (20 de Janeiro de 1898); governador do distrito militar de Gaza e Comandante da Polícia Militar de Gaza, em Moçambique (23 de Março de 1898 – 6 de Outubro de 1898); comissão militar de serviço em Moçambique, no Niassa (2 de Junho de 1899–30 de Dezembro de 1899); comandante da Coluna de Operações do Niassa (10 de Outubro de 1899–30 de Dezembro de 1899); colocado no Estado-Maior de Infantaria (20 de Março de 1900); colocado no Batalhão de Caçadores n.º 1 (Janeiro de 1902); comissão militar de serviço em Moçambique (3 de Fevereiro de 1902–25 de Maio de 1903); colocado no Regimento de Infantaria n.º 16 (1903); comissão militar de serviço em Angola (Fevereiro de 1904–Junho de 1905); desembarca em Luanda (16 de Fevereiro de 1904); comandante militar do Humbe, em Angola (30 de Abril de 1904); Chefe do Estado-Maior da Coluna de Operações para ocupar o Ovampo, em Angola; regressa à Metrópole (15 de Junho de 1905); colocado no Regimento de Infantaria n.º 21 (Setembro de 1905); colocado no Regimento n.º 1 de Infantaria da Rainha (Dezembro de 1905); colocado no Regimento de Infantaria n.º 2 (Maio de 1906); embarca para Moçambique (1 de Agosto de 1906); comissão militar de serviço em Moçambique (27 de Agosto de 1906–31 de Agosto de 1907); capitão-mor do posto de Mossuril, em Nampula, Moçambique (30 de Setembro de 1906–31 de Agosto de 1907); comissão militar de serviço em Moçambique (Junho de 1908–Janeiro de 1912); inspector da Inspecção das Unidades Indígenas de Moçambique (30 de Junho de 1908–15 de Janeiro de 1912); major de Infantaria (28 de Janeiro de 1909); chefe do Gabinete do Governador-Geral de Moçambique.
SUA VIDA DURANTE A I REPÚBLICA:
Transferido para Angola por ter criticado a administração colonial portuguesa em Moçambique (15 de Janeiro de 1912); comissão militar de serviço em Angola (28 de Janeiro de 1912–Junho de 1912); Chefe do Estado-Maior das Forças Militares da Província de Angola (25 de Fevereiro de 1912); é exonerado das funções de Chefe de Estado-Maior das Forças Militares da Província de Angola pelo governador-geral José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos (portaria de 18 de Junho de 1912); comissão militar de serviço em Cabo Verde, como inspector das unidades militares (27 de Junho de 1912–14 de Maio de 1914); tenente-coronel de Infantaria (29 de Junho de 1912); comissão militar de serviço em São Tomé (23 de Maio de 1914–29 de Dezembro de 1914); inspector do Corpo de Polícia de São Tomé; coronel de Infantaria (20 de Junho de 1914); chefe interino do Estado-Maior das Forças Militares da Província de São Tomé e Príncipe (8 de Agosto de 1914); regressa à Metrópole (30 de Dezembro de 1914); comandante do Regimento de Infantaria n.º 1 (17 de Fevereiro de 1915); comandante do Regimento de Infantaria n.º 16 (15 de Março de 1915); vogal do Júri de Exames dos Capitães do Quadro Colonial candidatos ao posto de major (Junho de 1915); comissão militar de serviço em Moçambique (20 de Agosto de 1915–Junho de 1916); inspector da Inspecção das Unidades Militares de Moçambique (20 de Setembro de 1915–Junho de 1916); colocado no Regimento de Infantaria n.º 10 (30 de Setembro de 1916); parte para França como comandante da 1.ª Brigada do Corpo Expedicionário Português (30 de Janeiro de 1917); general graduado (7 de Maio de 1917); militante do Partido Centrista Republicano, liderado pelo dr. António Egas Moniz (Dezembro de 1917); recebido em audiência de cumprimentos pelo Presidente da República, Sidónio Pais (1 de Janeiro de 1918); comandante da 2.ª Divisão do CEP a França (1918); comanda as forças portuguesas durante a Batalha de La Lys (9 de Abril de 1918); general, por distinção (8 de Maio de 1918); agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito; condecorado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe; cessa funções no Corpo Expedicionário Português a França (20 de Junho de 1918); declara que a derrota de La Lys não ensombra o valor do soldado português, pois foi «o mais notável feito de guerra dos portugueses nos últimos 50 anos» (22 de Julho de 1918); comandante da expedição militar a Moçambique (Novembro de 1918–28 de Julho de 1919); presidente do Júri de Exames para Majores do Quadro Colonial (1919–1921); militante da Cruzada Nacional D. Nun’Álvares Pereira (1920–1922); colaborador do jornal A CAPITAL; comandante da 4.ª Divisão do Exército, em Évora (14 de Maio de 1921–26 de Novembro de 1921); vogal do Conselho Superior de Promoções (1921); militante do Partido Reformista; candidato a deputado, não eleito (1921); preso por motivos disciplinares (Dezembro de 1921); membro da comissão com o fim de angariar fundos para a compra das insígnias da Ordem da Torre e Espada para as atribuir aos aviadores Carlos Viegas Gago Coutinho e Artur Freire de Sacadura Cabral (Junho de 1922); inspector dos serviços militares em Macau (27 de Setembro de 1922–27 de Setembro de 1923); inspector militar no Estado Português da Índia (20 de Outubro de 1923–17 de Abril de 1924); regressa a Lisboa (Maio de 1924); militante do Partido Republicano Radical, de Cunha Leal; vogal da comissão para estudar as reclamações relativas às recompensas por serviços prestados na Grande Guerra; vogal da comissão encarregada do estudo das bases da organização do Exército Colonial (1925); presidente do júri para avaliar as provas dos capitães do Quadro Colonial, candidatos ao posto de major (1925–1926); é sondado para encabeçar a revoltar militar contra a situação política (17 de Maio de 1926); aceita o convite do capitão-de-mar-e-guerra Mendes Cabeçadas para chefiar o movimento militar em preparação (25 de Maio de 1926); parte para Porto e Braga a fim de chefiar a revolta militar (27 de Maio de 1926).
SUA VIDA DURANTE A DITADURA MILITAR:
Comandante das forças militares do Norte da Revolução Nacional, estacionadas em Braga (28 de Maio de 1926); Ministro da Guerra, Ministro das Colónias e Ministro da Agricultura (30 de Maio de 1926–3 de Junho de 1926); Conferência de Coimbra, entre as facções golpistas, decide criar um triunvirato militar composto pelo capitão-de-mar-e-guerra Mendes Cabeçadas, general Gomes da Costa e capitão-tenente Armando Humberto da Gama Ochoa (1 de Junho de 1926); Conferência de Sacavém decide criar um triunvirato militar composto pelo capitão-de-mar-e-guerra Mendes Cabeçadas, general Gomes da Costa e general António Óscar Fragoso Carmona (3 de Junho de 1926); Ministro da Guerra e Ministro das Colónias (3 de Junho de 1926–17 de Junho de 1926); entra triunfalmente em Lisboa à frente das tropas vindas de Braga (6 de Junho de 1926); lidera o Golpe de Estado de Sacavém, dirigindo um ultimato ao capitão-de-mar-e-guerra Mendes Cabeçadas para se demitir (17 de Junho de 1926); Presidente do Ministério e Ministro da Guerra do I Governo da Ditadura Militar (19 de Junho de 1926–9 de Julho de 1926); fundação do jornal REVOLUÇÃO NACIONAL, dirigido por Francisco Rolão Preto (21 de Junho de 1926); instituída censura à imprensa (22 de Junho de 1926); Golpe de Estado liderado pelo general Sinel de Cordes e coronel Raul Esteves (8 de Julho de 1926); demitido por decreto e ordenada a sua prisão no Palácio de Belém, depois na Cidadela de Cascais (9 de Julho de 1926); deportado sob prisão em Angra do Heroísmo, Açores (11 de Julho de 1926); marechal do Exército Português (30 de Setembro de 1926); exilado com residência fixa em Ponta Delgada (30 de Outubro de 1926); regressa a Lisboa (Novembro de 1927); fixa residência no estrangeiro (Fevereiro de 1928); representante do Governo Português em Roma, no funeral do marechal Armando Vittorio Diaz (Março de 1928).
Publicou:
– Gaza, Lisboa, 1899.
– A Grande Batalha do CEP: A Batalha do Lis (9 de Abril de 1918), 1919, Lisboa.
– Soldados de Portugal!, Macau, 1923.
– Portugal na Guerra: A Guerra nas Colónias (1914–1918), Lisboa, 1925.
– Descobrimentos e Conquistas, 2 volumes, Lisboa, 1927–1929.
– Memórias, Lisboa, 1930.
– A Revolta de Goa e a Campanha de 1895/1896, Lisboa, 1939.
FACTOS PÓSTUMOS:
Inauguração do monumento ao marechal Gomes da Costa, no Porto (27 de Maio de 1940); o seu nome consta da toponímia de Alhos Vedros (Moita), Almeirim, Arcozelo (Barcelos), Leiria, Vila Nova da Barquinha, Cabeça Gorda (Beja), Carrazeda de Ansiães, Famões (Odivelas), Foz do Douro (Porto), Grândola, Horta das Figueiras (Évora), Lisboa, Lordelo do Ouro (Porto), Pinhel, Sacavém, São Félix da Marinha (Vila Nova de Gaia) e São Mamede de Infesta (Matosinhos).
Presidente do Ministério, com poderes de Chefe de Estado: 19 de Junho de 1926–9 de Julho de 1926.
Nasceu a 14 de Janeiro de 1863 em Lisboa, filho do tenente Carlos Dias da Costa, natural de Soure, Coimbra, e de D. Madalena Rosa de Oliveira Costa.
Faleceu a 17 de Dezembro de 1929.
SUA VIDA DURANTE A MONARQUIA CONSTITUCIONAL:
Fez exame de instrução primária no Seminário de S. José, em Macau; aluno do Colégio Militar (1873–1880); soldado voluntário da 4.ª Companhia da Artilharia de Guarnição (8 de Novembro de 1880); aluno do Curso de Infantaria da Escola do Exército (1880–1884); primeiro-sargento graduado aspirante a oficial do Corpo de Alunos da Escola do Exército; colocado no Batalhão n.º 2 dos Caçadores da Rainha; alferes graduado (9 de Janeiro de 1884); colocado no Regimento de Infantaria n.º 11 (Janeiro de 1884); colocado no Regimento de Infantaria n.º 1 (1 de Setembro de 1884); colocado no Regimento de Infantaria n.º 11 (31 de Janeiro de 1885); casou em Penamacor com D. Henriqueta Júlia de Mira Godinho, nascida a 30 de Julho de 1863 em Lagos e falecida a 22 de Fevereiro de 1936, filha de André Francisco Godinho, de Monforte, e de D. Maria Augusta Madeira Pereira de Mira, de Lisboa (15 de Maio de 1885); alferes de Infantaria (Dezembro de 1885); colocado no Regimento de Infantaria n.º 24 (12 de Dezembro de 1885); nomeado ajudante do Regimento de Infantaria n.º 24 (3 de Fevereiro de 1886–Junho de 1886); colocado no Regimento de Infantaria n.º 23 (4 de Setembro de 1886); colocado em comissão de serviço no Batalhão n.º 1 da Guarda Fiscal (26 de Novembro de 1887–Novembro de 1889); tenente de Infantaria (7 de Novembro 1889); colocado no Regimento de Infantaria n.º 13 (Novembro 1889); colocado em comissão de serviço no Batalhão n.º 2 da Guarda Fiscal (1890–9 de Junho de 1893); comandante do Posto Fiscal da Ericeira; nomeado ajudante-de-ordens do Governador-Geral do Estado da Índia (20 de Junho de 1893); capitão graduado para o Ultramar (Julho de 1893); embarcou para o Estado Português da Índia (6 de Agosto de 1893); desembarcou na Índia (13 de Setembro de 1893); comissão militar de serviço na Índia (Setembro de 1893–Abril de 1896); administrador do concelho de Goa; director interino da Escola de Artes e Ofícios de Goa; subchefe do Estado-Maior do Comando-em-Chefe na Índia (1895); participou no Combate de Gutucu, durante a operação contra nos Rates, na Índia; embarca em Goa com destino à Metrópole (19 de Março de 1896); comissão militar de serviço em Moçambique (Setembro de 1896–Outubro de 1898); Chefe de Estado-Maior das Forças Militares de Moçambique (1896); participou nas operações militares contra os Namarrais (Fevereiro de 1897); participou nas operações militares contra os Vátuas; participou no Combate de Macontene, em Gaza, Moçambique (21 de Julho de 1897); capitão de Infantaria (20 de Janeiro de 1898); governador do distrito militar de Gaza e Comandante da Polícia Militar de Gaza, em Moçambique (23 de Março de 1898 – 6 de Outubro de 1898); comissão militar de serviço em Moçambique, no Niassa (2 de Junho de 1899–30 de Dezembro de 1899); comandante da Coluna de Operações do Niassa (10 de Outubro de 1899–30 de Dezembro de 1899); colocado no Estado-Maior de Infantaria (20 de Março de 1900); colocado no Batalhão de Caçadores n.º 1 (Janeiro de 1902); comissão militar de serviço em Moçambique (3 de Fevereiro de 1902–25 de Maio de 1903); colocado no Regimento de Infantaria n.º 16 (1903); comissão militar de serviço em Angola (Fevereiro de 1904–Junho de 1905); desembarca em Luanda (16 de Fevereiro de 1904); comandante militar do Humbe, em Angola (30 de Abril de 1904); Chefe do Estado-Maior da Coluna de Operações para ocupar o Ovampo, em Angola; regressa à Metrópole (15 de Junho de 1905); colocado no Regimento de Infantaria n.º 21 (Setembro de 1905); colocado no Regimento n.º 1 de Infantaria da Rainha (Dezembro de 1905); colocado no Regimento de Infantaria n.º 2 (Maio de 1906); embarca para Moçambique (1 de Agosto de 1906); comissão militar de serviço em Moçambique (27 de Agosto de 1906–31 de Agosto de 1907); capitão-mor do posto de Mossuril, em Nampula, Moçambique (30 de Setembro de 1906–31 de Agosto de 1907); comissão militar de serviço em Moçambique (Junho de 1908–Janeiro de 1912); inspector da Inspecção das Unidades Indígenas de Moçambique (30 de Junho de 1908–15 de Janeiro de 1912); major de Infantaria (28 de Janeiro de 1909); chefe do Gabinete do Governador-Geral de Moçambique.
SUA VIDA DURANTE A I REPÚBLICA:
Transferido para Angola por ter criticado a administração colonial portuguesa em Moçambique (15 de Janeiro de 1912); comissão militar de serviço em Angola (28 de Janeiro de 1912–Junho de 1912); Chefe do Estado-Maior das Forças Militares da Província de Angola (25 de Fevereiro de 1912); é exonerado das funções de Chefe de Estado-Maior das Forças Militares da Província de Angola pelo governador-geral José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos (portaria de 18 de Junho de 1912); comissão militar de serviço em Cabo Verde, como inspector das unidades militares (27 de Junho de 1912–14 de Maio de 1914); tenente-coronel de Infantaria (29 de Junho de 1912); comissão militar de serviço em São Tomé (23 de Maio de 1914–29 de Dezembro de 1914); inspector do Corpo de Polícia de São Tomé; coronel de Infantaria (20 de Junho de 1914); chefe interino do Estado-Maior das Forças Militares da Província de São Tomé e Príncipe (8 de Agosto de 1914); regressa à Metrópole (30 de Dezembro de 1914); comandante do Regimento de Infantaria n.º 1 (17 de Fevereiro de 1915); comandante do Regimento de Infantaria n.º 16 (15 de Março de 1915); vogal do Júri de Exames dos Capitães do Quadro Colonial candidatos ao posto de major (Junho de 1915); comissão militar de serviço em Moçambique (20 de Agosto de 1915–Junho de 1916); inspector da Inspecção das Unidades Militares de Moçambique (20 de Setembro de 1915–Junho de 1916); colocado no Regimento de Infantaria n.º 10 (30 de Setembro de 1916); parte para França como comandante da 1.ª Brigada do Corpo Expedicionário Português (30 de Janeiro de 1917); general graduado (7 de Maio de 1917); militante do Partido Centrista Republicano, liderado pelo dr. António Egas Moniz (Dezembro de 1917); recebido em audiência de cumprimentos pelo Presidente da República, Sidónio Pais (1 de Janeiro de 1918); comandante da 2.ª Divisão do CEP a França (1918); comanda as forças portuguesas durante a Batalha de La Lys (9 de Abril de 1918); general, por distinção (8 de Maio de 1918); agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito; condecorado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe; cessa funções no Corpo Expedicionário Português a França (20 de Junho de 1918); declara que a derrota de La Lys não ensombra o valor do soldado português, pois foi «o mais notável feito de guerra dos portugueses nos últimos 50 anos» (22 de Julho de 1918); comandante da expedição militar a Moçambique (Novembro de 1918–28 de Julho de 1919); presidente do Júri de Exames para Majores do Quadro Colonial (1919–1921); militante da Cruzada Nacional D. Nun’Álvares Pereira (1920–1922); colaborador do jornal A CAPITAL; comandante da 4.ª Divisão do Exército, em Évora (14 de Maio de 1921–26 de Novembro de 1921); vogal do Conselho Superior de Promoções (1921); militante do Partido Reformista; candidato a deputado, não eleito (1921); preso por motivos disciplinares (Dezembro de 1921); membro da comissão com o fim de angariar fundos para a compra das insígnias da Ordem da Torre e Espada para as atribuir aos aviadores Carlos Viegas Gago Coutinho e Artur Freire de Sacadura Cabral (Junho de 1922); inspector dos serviços militares em Macau (27 de Setembro de 1922–27 de Setembro de 1923); inspector militar no Estado Português da Índia (20 de Outubro de 1923–17 de Abril de 1924); regressa a Lisboa (Maio de 1924); militante do Partido Republicano Radical, de Cunha Leal; vogal da comissão para estudar as reclamações relativas às recompensas por serviços prestados na Grande Guerra; vogal da comissão encarregada do estudo das bases da organização do Exército Colonial (1925); presidente do júri para avaliar as provas dos capitães do Quadro Colonial, candidatos ao posto de major (1925–1926); é sondado para encabeçar a revoltar militar contra a situação política (17 de Maio de 1926); aceita o convite do capitão-de-mar-e-guerra Mendes Cabeçadas para chefiar o movimento militar em preparação (25 de Maio de 1926); parte para Porto e Braga a fim de chefiar a revolta militar (27 de Maio de 1926).
SUA VIDA DURANTE A DITADURA MILITAR:
Comandante das forças militares do Norte da Revolução Nacional, estacionadas em Braga (28 de Maio de 1926); Ministro da Guerra, Ministro das Colónias e Ministro da Agricultura (30 de Maio de 1926–3 de Junho de 1926); Conferência de Coimbra, entre as facções golpistas, decide criar um triunvirato militar composto pelo capitão-de-mar-e-guerra Mendes Cabeçadas, general Gomes da Costa e capitão-tenente Armando Humberto da Gama Ochoa (1 de Junho de 1926); Conferência de Sacavém decide criar um triunvirato militar composto pelo capitão-de-mar-e-guerra Mendes Cabeçadas, general Gomes da Costa e general António Óscar Fragoso Carmona (3 de Junho de 1926); Ministro da Guerra e Ministro das Colónias (3 de Junho de 1926–17 de Junho de 1926); entra triunfalmente em Lisboa à frente das tropas vindas de Braga (6 de Junho de 1926); lidera o Golpe de Estado de Sacavém, dirigindo um ultimato ao capitão-de-mar-e-guerra Mendes Cabeçadas para se demitir (17 de Junho de 1926); Presidente do Ministério e Ministro da Guerra do I Governo da Ditadura Militar (19 de Junho de 1926–9 de Julho de 1926); fundação do jornal REVOLUÇÃO NACIONAL, dirigido por Francisco Rolão Preto (21 de Junho de 1926); instituída censura à imprensa (22 de Junho de 1926); Golpe de Estado liderado pelo general Sinel de Cordes e coronel Raul Esteves (8 de Julho de 1926); demitido por decreto e ordenada a sua prisão no Palácio de Belém, depois na Cidadela de Cascais (9 de Julho de 1926); deportado sob prisão em Angra do Heroísmo, Açores (11 de Julho de 1926); marechal do Exército Português (30 de Setembro de 1926); exilado com residência fixa em Ponta Delgada (30 de Outubro de 1926); regressa a Lisboa (Novembro de 1927); fixa residência no estrangeiro (Fevereiro de 1928); representante do Governo Português em Roma, no funeral do marechal Armando Vittorio Diaz (Março de 1928).
Publicou:
– Gaza, Lisboa, 1899.
– A Grande Batalha do CEP: A Batalha do Lis (9 de Abril de 1918), 1919, Lisboa.
– Soldados de Portugal!, Macau, 1923.
– Portugal na Guerra: A Guerra nas Colónias (1914–1918), Lisboa, 1925.
– Descobrimentos e Conquistas, 2 volumes, Lisboa, 1927–1929.
– Memórias, Lisboa, 1930.
– A Revolta de Goa e a Campanha de 1895/1896, Lisboa, 1939.
FACTOS PÓSTUMOS:
Inauguração do monumento ao marechal Gomes da Costa, no Porto (27 de Maio de 1940); o seu nome consta da toponímia de Alhos Vedros (Moita), Almeirim, Arcozelo (Barcelos), Leiria, Vila Nova da Barquinha, Cabeça Gorda (Beja), Carrazeda de Ansiães, Famões (Odivelas), Foz do Douro (Porto), Grândola, Horta das Figueiras (Évora), Lisboa, Lordelo do Ouro (Porto), Pinhel, Sacavém, São Félix da Marinha (Vila Nova de Gaia) e São Mamede de Infesta (Matosinhos).
Presidente do Ministério, com poderes de Chefe de Estado: 19 de Junho de 1926–9 de Julho de 1926.

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