
Coronel Carlos Alberto Idães Soares Fabião
Nasceu em Lisboa a 9 de Dezembro de 1930.
Faleceu em Lisboa a 2 de Abril de 2006.
SUA VIDA DURANTE O ESTADO NOVO:
Aluno do Liceu de Gil Vicente; assentou praça como soldado (3 de Novembro de 1950); ingressou na Escola do Exército (1950); aspirante a oficial de Infantaria (1 de Outubro de 1953); colocado na Escola Prática de Infantaria (1953); colocado no Regimento de Infantaria n.º 14 (1954); alferes de Infantaria (1 de Novembro de 1954); comissão de serviço militar na Guiné (1955–1959); tenente de Infantaria (1 de Dezembro de 1956); nasce seu filho Rui Vasco Gonçalves Soares Fabião (1957); nasce em Lisboa seu filho Carlos Jorge Gonçalves Soares Fabião (23 de Janeiro de 1959); capitão de Infantaria (1 de Dezembro de 1959); comissão de serviço militar no Comando Territorial Independente da Guiné (1960); colocado na 3.ª Região Militar (1961); nasce seu filho José Luís Gonçalves Soares Fabião (1961); comissão de serviço na Região Militar de Angola (1961–1963); colocado no Regimento de Infantaria n.º 1 (1963); colocado no Batalhão de Caçadores n.º 5 (1964); comissão de serviço militar no Comando Territorial Independente da Guiné (1965–1967); comandante da Companhia de Caçadores n.º 797, “Os Camelos” (23 de Abril de 1965–19 de Janeiro de 1967); condecorado com a Medalha de Prata de Valor Militar com Palma (1967); major de Infantaria, por distinção (25 de Julho de 1967); colocado no Centro de Estudos Psicotécnicos do Exército (1967); comissão de serviço militar no Comando Territorial Independente da Guiné (1968–Abril de 1970); condecorado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma; colocado no Centro de Estudos Psicotécnicos do Exército (1970); comissão de serviço militar no Comando Territorial Independente da Guiné (Abril de 1971–Abril de 1973); comandante-geral do Corpo Especial das Milícias da Guiné (Abril de 1971–Abril de 1973); colaborador da revista ZOE, do Agrupamento de Transmissões da Guiné (Agosto de 1972); colocado no Centro de Estudos Psicotécnicos do Exército (1973); crítica abertamente a realização do I Congresso de Combatentes do Ultramar (Junho de 1973); durante uma sessão do Instituto de Altos Estudos Militares, em Pedrouços, faz a denúncia pública de um Golpe de Estado a efectuar pela Extrema-Direita, preparado pelo general Kaúlza de Arriaga (17 de Dezembro de 1973); tenente-coronel de Infantaria (1 de Janeiro de 1974); colocado no Distrito de Recrutamento e Mobilização n.º 8, de Braga (1974).
SUA VIDA DURANTE A DEMOCRACIA E III REPÚBLICA:
Como delegado da Junta de Salvação Nacional, encontra-se em Paris com Léopold Sédar Senghor, presidente do Senegal (2 de Maio de 1974); encarregado do Governo e delegado da Junta de Salvação Nacional na Guiné-Bissau (7 de Maio de 1974–15 de Outubro de 1974); brigadeiro graduado (23 de Maio de 1974); general António de Spínola escreve a Carlos Fabião a insistir na convocação urgente do Congresso do Povo, pois somente através dele se deveria reconhecer a independência do Estado da Guiné (27 de Junho de 1974); plenário do MFA da Guiné exige «que sejam imediatamente reatadas as negociações com o PAIGC» para a «transferência dos poderes» e reconhecimento imediato da independência (1 de Julho de 1974); membro da Junta de Salvação Nacional, por resolução do Conselho de Estado (8 de Outubro de 1974–15 de Março de 1974); membro do “Conselho dos Vinte” ou Conselho Superior do MFA (10 de Outubro de 1974–15 de Março de 1974); general graduado de 4 estrelas (16 de Outubro de 1974); Chefe do Estado-Maior do Exército (16 de Outubro de 1974); membro da Assembleia de Delegados do MFA ou “Assembleia dos Duzentos” (6 de Dezembro de 1974); membro do Conselho da Revolução (15 de Março de 1974); uma delegação do Conselho da Revolução, composta pelo vice-almirante Rosa Coutinho, general graduado Carlos Fabião e capitão Rodrigo de Sousa e Castro deslocou-se a Angola para observar a situação político-militar (1 de Agosto de 1975); acompanhado do general graduado Otelo Saraiva de Carvalho, comandante do COPCON, e do capitão Marques Júnior, ajudante-de-campo do comando do COPCON, o general graduado Carlos Fabião, Chefe do Estado-Maior do Exército, visita o Porto, para apreciar a situação política no País e a contestação ao comando na Região Militar do Norte (7 de Agosto de 1975); indigitado para formar governo, por indicação do general Costa Gomes e do “Grupo dos Nove” (19 de Agosto de 1975); reúne-se com o major Vítor Alves, capitão Vasco Lourenço e major Melo Antunes, tendo em vista a organização de um novo governo provisório, sendo constituída uma comissão para redigir o programa do governo Carlos Fabião, composta pelo major Melo Antunes, major Vítor Alves, comandante Vítor Crespo e capitão Vasco Lourenço (20 de Agosto de 1975); na condição de Chefe do Estado-Maior do Exército faz uma comunicação na RTP para desmentir os rumores de um Golpe de Estado e para criticar as «notícias incorrectas, tendenciosas e divisionistas, impunemente difundidas» (22 de Agosto de 1975); reunião do Directório do MFA (Costa Gomes, Vasco Gonçalves e Otelo) com os chefes de Estado-Maior (Carlos Fabião, Morais da Silva e Pinheiro de Azevedo), durante a qual o general Vasco Gonçalves acusa o general graduado Carlos Fabião de falta de lealdade e de estar comprometido com o “Grupo dos Nove”, motivo pelo qual desiste de formar governo (25 de Agosto de 1975); preside à Assembleia de Delegados do Exército em Tancos, onde triunfa a linha moderada do “Grupo dos Nove”, e na qual ficou decidido não aceitar a nomeação de Vasco Gonçalves para CEMGFA, a não comparência na Assembleia do MFA, contestar a legitimidade da Assembleia do MFA e propor a reestruturação da Assembleia do MFA (2 de Setembro de 1975); preside à Assembleia Extraordinária de Delegados do Exército, em Tancos, onde são ratificadas as decisões anteriores de não aceitação da nomeação de Vasco Gonçalves para CEMGFA, e a não comparência à Assembleia do MFA enquanto esta não for reestruturada (5 de Setembro de 1975); desloca-se ao Porto para encontros com o brigadeiro graduado Pires Veloso e com soldados do RASP, a quem promete não haver punições por causa da ocupação das instalações e instalar no CICAP o Batalhão 25 de Abril, persuadindo os ocupantes a terminar a sublevação (14 de Outubro de 1975); conferência de imprensa do general Carlos Fabião, que admite não ter poderes para demitir o brigadeiro Pires Veloso, que «por enquanto mantém-se no comando da região», pois «eu também, por enquanto, sou Chefe do Estado-Maior do Exército» (14 de Outubro de 1975); divulgado o documento “MFA – Autocrítica e Reconstrução”, elaborado em Agosto de 1975 pelo Gabinete de Dinamização do Exército para servir de suporte ao projectado Governo Carlos Fabião (que não chegou a tomar forma), que nunca chegou a ser apreciado pelo Conselho da Revolução, que apostava na reconciliação das três correntes do MFA e reorganização do Governo numa perspectiva de esquerda (6 de Novembro de 1975); famoso «juramento de bandeira revolucionário» dos 170 novos recrutas do RALIS, de punho cerrado e jurando «estar sempre, sempre ao lado do povo» na luta «pela vitória da Revolução Socialista», em cerimónia presidida pelo general graduado Carlos Fabião, CEME (21 de Novembro de 1975); exonerado das funções de Chefe do Estado-Maior do Exército (27 de Novembro de 1975); comandante do Distrito de Recrutamento e Mobilização de Lisboa (1976–1981); colocado como adido ao abrigo do artigo n.º 14 do artigo 44 do EOE (1981–1982); passou à situação de reserva (10 de Janeiro de 1983); editor da revista GUIA DO TERCEIRO MUNDO (1986–1998); promovido à patente de coronel na reserva, contando tempo desde 1 de Maio de 1976 (9 de Dezembro de 1986); passou à situação de reformado (31 de Dezembro de 1993); agraciado com o grau de Grande Oficial da Ordem da Liberdade (alvará de 10 de Dezembro de 2004); sepultado no cemitério do Alto de São João, em Lisboa (3 de Abril de 2006).
Publicou:
– A Descolonização da Guiné-Bissau: Spínola – A Figura Marcante da Guerra na Guiné, Lisboa, 1985.
– Milícias Negras, in Freire Antunes, A Guerra de África (1961-1974), vol. I, Lisboa, 1996, pp. 367-371.
FACTOS PÓSTUMOS:
O seu nome consta da toponímia de Azeitão (Setúbal); declarado sócio de honra da Associação 25 de Abril.
Nasceu em Lisboa a 9 de Dezembro de 1930.
Faleceu em Lisboa a 2 de Abril de 2006.
SUA VIDA DURANTE O ESTADO NOVO:
Aluno do Liceu de Gil Vicente; assentou praça como soldado (3 de Novembro de 1950); ingressou na Escola do Exército (1950); aspirante a oficial de Infantaria (1 de Outubro de 1953); colocado na Escola Prática de Infantaria (1953); colocado no Regimento de Infantaria n.º 14 (1954); alferes de Infantaria (1 de Novembro de 1954); comissão de serviço militar na Guiné (1955–1959); tenente de Infantaria (1 de Dezembro de 1956); nasce seu filho Rui Vasco Gonçalves Soares Fabião (1957); nasce em Lisboa seu filho Carlos Jorge Gonçalves Soares Fabião (23 de Janeiro de 1959); capitão de Infantaria (1 de Dezembro de 1959); comissão de serviço militar no Comando Territorial Independente da Guiné (1960); colocado na 3.ª Região Militar (1961); nasce seu filho José Luís Gonçalves Soares Fabião (1961); comissão de serviço na Região Militar de Angola (1961–1963); colocado no Regimento de Infantaria n.º 1 (1963); colocado no Batalhão de Caçadores n.º 5 (1964); comissão de serviço militar no Comando Territorial Independente da Guiné (1965–1967); comandante da Companhia de Caçadores n.º 797, “Os Camelos” (23 de Abril de 1965–19 de Janeiro de 1967); condecorado com a Medalha de Prata de Valor Militar com Palma (1967); major de Infantaria, por distinção (25 de Julho de 1967); colocado no Centro de Estudos Psicotécnicos do Exército (1967); comissão de serviço militar no Comando Territorial Independente da Guiné (1968–Abril de 1970); condecorado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma; colocado no Centro de Estudos Psicotécnicos do Exército (1970); comissão de serviço militar no Comando Territorial Independente da Guiné (Abril de 1971–Abril de 1973); comandante-geral do Corpo Especial das Milícias da Guiné (Abril de 1971–Abril de 1973); colaborador da revista ZOE, do Agrupamento de Transmissões da Guiné (Agosto de 1972); colocado no Centro de Estudos Psicotécnicos do Exército (1973); crítica abertamente a realização do I Congresso de Combatentes do Ultramar (Junho de 1973); durante uma sessão do Instituto de Altos Estudos Militares, em Pedrouços, faz a denúncia pública de um Golpe de Estado a efectuar pela Extrema-Direita, preparado pelo general Kaúlza de Arriaga (17 de Dezembro de 1973); tenente-coronel de Infantaria (1 de Janeiro de 1974); colocado no Distrito de Recrutamento e Mobilização n.º 8, de Braga (1974).
SUA VIDA DURANTE A DEMOCRACIA E III REPÚBLICA:
Como delegado da Junta de Salvação Nacional, encontra-se em Paris com Léopold Sédar Senghor, presidente do Senegal (2 de Maio de 1974); encarregado do Governo e delegado da Junta de Salvação Nacional na Guiné-Bissau (7 de Maio de 1974–15 de Outubro de 1974); brigadeiro graduado (23 de Maio de 1974); general António de Spínola escreve a Carlos Fabião a insistir na convocação urgente do Congresso do Povo, pois somente através dele se deveria reconhecer a independência do Estado da Guiné (27 de Junho de 1974); plenário do MFA da Guiné exige «que sejam imediatamente reatadas as negociações com o PAIGC» para a «transferência dos poderes» e reconhecimento imediato da independência (1 de Julho de 1974); membro da Junta de Salvação Nacional, por resolução do Conselho de Estado (8 de Outubro de 1974–15 de Março de 1974); membro do “Conselho dos Vinte” ou Conselho Superior do MFA (10 de Outubro de 1974–15 de Março de 1974); general graduado de 4 estrelas (16 de Outubro de 1974); Chefe do Estado-Maior do Exército (16 de Outubro de 1974); membro da Assembleia de Delegados do MFA ou “Assembleia dos Duzentos” (6 de Dezembro de 1974); membro do Conselho da Revolução (15 de Março de 1974); uma delegação do Conselho da Revolução, composta pelo vice-almirante Rosa Coutinho, general graduado Carlos Fabião e capitão Rodrigo de Sousa e Castro deslocou-se a Angola para observar a situação político-militar (1 de Agosto de 1975); acompanhado do general graduado Otelo Saraiva de Carvalho, comandante do COPCON, e do capitão Marques Júnior, ajudante-de-campo do comando do COPCON, o general graduado Carlos Fabião, Chefe do Estado-Maior do Exército, visita o Porto, para apreciar a situação política no País e a contestação ao comando na Região Militar do Norte (7 de Agosto de 1975); indigitado para formar governo, por indicação do general Costa Gomes e do “Grupo dos Nove” (19 de Agosto de 1975); reúne-se com o major Vítor Alves, capitão Vasco Lourenço e major Melo Antunes, tendo em vista a organização de um novo governo provisório, sendo constituída uma comissão para redigir o programa do governo Carlos Fabião, composta pelo major Melo Antunes, major Vítor Alves, comandante Vítor Crespo e capitão Vasco Lourenço (20 de Agosto de 1975); na condição de Chefe do Estado-Maior do Exército faz uma comunicação na RTP para desmentir os rumores de um Golpe de Estado e para criticar as «notícias incorrectas, tendenciosas e divisionistas, impunemente difundidas» (22 de Agosto de 1975); reunião do Directório do MFA (Costa Gomes, Vasco Gonçalves e Otelo) com os chefes de Estado-Maior (Carlos Fabião, Morais da Silva e Pinheiro de Azevedo), durante a qual o general Vasco Gonçalves acusa o general graduado Carlos Fabião de falta de lealdade e de estar comprometido com o “Grupo dos Nove”, motivo pelo qual desiste de formar governo (25 de Agosto de 1975); preside à Assembleia de Delegados do Exército em Tancos, onde triunfa a linha moderada do “Grupo dos Nove”, e na qual ficou decidido não aceitar a nomeação de Vasco Gonçalves para CEMGFA, a não comparência na Assembleia do MFA, contestar a legitimidade da Assembleia do MFA e propor a reestruturação da Assembleia do MFA (2 de Setembro de 1975); preside à Assembleia Extraordinária de Delegados do Exército, em Tancos, onde são ratificadas as decisões anteriores de não aceitação da nomeação de Vasco Gonçalves para CEMGFA, e a não comparência à Assembleia do MFA enquanto esta não for reestruturada (5 de Setembro de 1975); desloca-se ao Porto para encontros com o brigadeiro graduado Pires Veloso e com soldados do RASP, a quem promete não haver punições por causa da ocupação das instalações e instalar no CICAP o Batalhão 25 de Abril, persuadindo os ocupantes a terminar a sublevação (14 de Outubro de 1975); conferência de imprensa do general Carlos Fabião, que admite não ter poderes para demitir o brigadeiro Pires Veloso, que «por enquanto mantém-se no comando da região», pois «eu também, por enquanto, sou Chefe do Estado-Maior do Exército» (14 de Outubro de 1975); divulgado o documento “MFA – Autocrítica e Reconstrução”, elaborado em Agosto de 1975 pelo Gabinete de Dinamização do Exército para servir de suporte ao projectado Governo Carlos Fabião (que não chegou a tomar forma), que nunca chegou a ser apreciado pelo Conselho da Revolução, que apostava na reconciliação das três correntes do MFA e reorganização do Governo numa perspectiva de esquerda (6 de Novembro de 1975); famoso «juramento de bandeira revolucionário» dos 170 novos recrutas do RALIS, de punho cerrado e jurando «estar sempre, sempre ao lado do povo» na luta «pela vitória da Revolução Socialista», em cerimónia presidida pelo general graduado Carlos Fabião, CEME (21 de Novembro de 1975); exonerado das funções de Chefe do Estado-Maior do Exército (27 de Novembro de 1975); comandante do Distrito de Recrutamento e Mobilização de Lisboa (1976–1981); colocado como adido ao abrigo do artigo n.º 14 do artigo 44 do EOE (1981–1982); passou à situação de reserva (10 de Janeiro de 1983); editor da revista GUIA DO TERCEIRO MUNDO (1986–1998); promovido à patente de coronel na reserva, contando tempo desde 1 de Maio de 1976 (9 de Dezembro de 1986); passou à situação de reformado (31 de Dezembro de 1993); agraciado com o grau de Grande Oficial da Ordem da Liberdade (alvará de 10 de Dezembro de 2004); sepultado no cemitério do Alto de São João, em Lisboa (3 de Abril de 2006).
Publicou:
– A Descolonização da Guiné-Bissau: Spínola – A Figura Marcante da Guerra na Guiné, Lisboa, 1985.
– Milícias Negras, in Freire Antunes, A Guerra de África (1961-1974), vol. I, Lisboa, 1996, pp. 367-371.
FACTOS PÓSTUMOS:
O seu nome consta da toponímia de Azeitão (Setúbal); declarado sócio de honra da Associação 25 de Abril.

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